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Fim da patente da semaglutida abre caminho para genéricos e possível queda de preços no Brasil
Foto: Divulgação

Quebra de exclusividade do Ozempic deve ampliar concorrência e facilitar acesso a tratamentos de diabetes e obesidade

A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, chega ao fim nesta sexta-feira (20), marcando uma mudança importante no mercado farmacêutico brasileiro.

 

Com o encerramento do período de exclusividade, outras empresas poderão produzir versões genéricas e similares da substância, desde que obtenham autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Até então, a comercialização era restrita à fabricante Novo Nordisk, que detinha os direitos de exploração por cerca de 20 anos.

 

Na prática, a medida deve aumentar a concorrência e gerar redução nos preços desses medicamentos, atualmente considerados caros. Segundo representantes do setor, já existem ao menos 13 pedidos de registro de produtos à base de semaglutida no país, sendo parte deles de empresas brasileiras.

 

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Pela legislação, medicamentos genéricos devem ser, no mínimo, 35% mais baratos que os de referência. Estudos acadêmicos, no entanto, apontam que essa diferença pode chegar a quase 60%. Já os similares costumam apresentar redução média menor, em torno de 15%.

 

Apesar da expectativa, a queda nos preços não deve ocorrer de forma imediata. As empresas ainda precisam desenvolver os produtos, adaptar suas linhas de produção e passar pelo processo de avaliação regulatória antes de iniciar a comercialização em larga escala.

 

A possibilidade de redução de custos também reacende o debate sobre a inclusão desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) havia se posicionado contra a inclusão da semaglutida e da liraglutida, principalmente devido ao alto impacto financeiro estimado em mais de R$ 8 bilhões.

 

Agora, com a perspectiva de preços mais baixos, o cenário pode mudar. O Ministério da Saúde informou que solicitou prioridade na análise desses medicamentos junto à Anvisa, visando ampliar o acesso ao tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.

 

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A expectativa do governo é que a entrada de genéricos no mercado provoque uma redução significativa nos valores, o que pode ser determinante para futuras decisões sobre a oferta desses tratamentos na rede pública de saúde. 

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