Entidade atribui alta à proibição das apostas e cita cesta de itens essenciais entre os destaques, mas representantes do setor de apostas contestam relação
A proibição das plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets, pode estar influenciando o comportamento de consumo dos brasileiros. Um levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) identificou crescimento nas vendas do varejo alimentar nas primeiras semanas de outubro, período posterior à restrição das apostas no país.
Segundo os dados divulgados pela entidade, as vendas aumentaram 6,5% entre os dias 5 e 11 de outubro, na comparação com a mesma semana de 2025. Na semana seguinte, entre 12 e 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3%. A alta foi observada em diferentes formatos de comércio, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias.
Entre os produtos que registraram maior procura estão itens essenciais da alimentação, como arroz, óleo, macarrão e café. Na primeira semana analisada, as regiões Sul e o grupo formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro apresentaram os maiores avanços, ambos com crescimento de 10,6%.
Veja também

Dólar abre em queda e é negociado a R$ 5,45 após vitória democrata nos EUA
Dívida pública deve atingir 89,7% do PIB em 2030, projeta Tesouro Nacional
A Abras acredita que parte do dinheiro anteriormente destinado às apostas passou a ser utilizada na compra de alimentos e outros produtos básicos. A entidade também apontou uma redução nas transações realizadas por Pix após a proibição das bets, com queda inicial de 10% e manutenção de um volume aproximadamente 7% inferior ao registrado antes da medida.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A interpretação, porém, é contestada por representantes do setor de apostas, que afirmam que outros fatores podem explicar o aumento das vendas, como melhora na renda e no emprego, redução dos preços dos alimentos e mudanças no calendário de pagamentos de benefícios. Até o momento, os levantamentos não comprovam uma relação direta entre o fim das bets e o crescimento do consumo. A medida que restringiu as plataformas ainda depende de avaliação do Congresso Nacional para se tornar permanente.