Operação do Ibama resgata os macacos-prego remanescentes do empreendimento, que por décadas comercializou primatas
O Brasil encerrou oficialmente as atividades do último criadouro comercial de macacos-prego do país após uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que resultou na retirada dos animais que ainda permaneciam no local. A ação marca o fim de um empreendimento que funcionou por décadas envolvido na criação e comercialização de primatas.
O estabelecimento, localizado em Santa Catarina, era conhecido por manter macacos em condições consideradas inadequadas por órgãos ambientais e vinha sendo alvo de fiscalização e disputas judiciais há anos. Com a decisão recente da Justiça e a atuação do Ibama, os últimos animais foram resgatados e encaminhados para centros de triagem e reabilitação especializados.
Segundo informações da operação, o criadouro operava por longo período com base em autorizações questionadas e decisões judiciais posteriormente revogadas, o que permitiu sua continuidade mesmo diante de irregularidades apontadas em inspeções anteriores. Com o esgotamento dos recursos legais, a retirada definitiva dos primatas foi executada pelas equipes ambientais.
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Durante as ações de fiscalização, foram identificadas situações de maus-tratos, recintos inadequados e ausência de condições mínimas de bem-estar animal. Relatórios apontam que os macacos eram mantidos em espaços restritos, com pouca estrutura de enriquecimento ambiental e sinais de estresse físico e comportamental.
Com o encerramento das atividades, os animais resgatados passaram a ser distribuídos para instituições autorizadas, onde devem receber cuidados veterinários e acompanhamento especializado. O objetivo é garantir recuperação e, quando possível, reabilitação para ambientes mais adequados à espécie.

Foto: Reprodução
Especialistas em fauna silvestre destacam que a decisão representa um marco na proteção de primatas no Brasil, já que encerra definitivamente a criação comercial legal de macacos-prego no país. A medida também reforça o entendimento de que esses animais não devem ser tratados como pets, devido às suas necessidades sociais e comportamentais complexas.
O caso ainda levanta debates sobre o tráfico de animais silvestres e os impactos da criação em cativeiro, especialmente em espécies que dependem de vida em grupo e ambientes naturais para manter seu bem-estar.
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Com o fechamento do criadouro, o Brasil passa a não contar mais com estruturas autorizadas para a reprodução e venda de macacos-prego, consolidando uma mudança importante na política de proteção à fauna silvestre.