Voltada a agências de fomento, seleção considera critérios como abrangência territorial, capacidade técnica e operacional; inscrições seguem abertas até 1º de dezembro de 2026
A Finep acaba de lançar chamada pública do programa Pró-Amazônia Empreende, que vai destinar até R$ 50 milhões em recursos não reembolsáveis para fortalecer negócios inovadores na Amazônia Legal. A iniciativa busca ampliar a geração de soluções tecnológicas alinhadas à biodiversidade e aos desafios socioeconômicos da região, para incentivar o uso sustentável dos recursos e o fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação.
O edital é voltado a agências de fomento — organizações públicas ou privadas que atuam no financiamento e na promoção de ciência, tecnologia e inovação, como fundações de amparo à pesquisa, bancos públicos e outras instituições do setor. A seleção considera critérios como abrangência territorial – atuação em pelo menos quatro dos nove estados da Amazônia Legal, capacidade técnica e operacional, além de consistência do plano de execução e qualificação da equipe.
As propostas podem ser apresentadas individualmente ou em consórcio, com valores entre R$ 25 milhões e R$ 50 milhões, prazo de execução de até 48 meses e exigência de contrapartida mínima de 40%, que pode ser financeira ou não financeira.
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O programa prioriza iniciativas alinhadas a três frentes estratégicas: bioeconomia baseada na biodiversidade amazônica, comunidades resilientes e sustentáveis e desenvolvimento do território amazônico. Os projetos devem apresentar potencial de inovação e aplicação prática, além de contribuir para o desenvolvimento regional. Também podem envolver parcerias com outras empresas ou com universidades e centros de pesquisa. O prazo para envio de propostas vai até 1º de dezembro de 2026. Mais informações podem ser conferidas em https://www.finep.gov.br/en/e/chamada-publica/222684/972778.
COMO FUNCIONA O PROGRAMA
O Pró-Amazônia Empreende adota um modelo descentralizado, onde a Finep seleciona agências de fomento, que passam a administrar os recursos e conduzir todas as etapas da iniciativa — desde a mobilização de empresas até a prestação de contas dos projetos apoiados.
As agências de fomento poderão estruturar programas próprios, desde que direcionados a startups e empresas brasileiras com faturamento de até R$ 16 milhões e atuação na Amazônia Legal. Caberá a essas instituições também estabelecer a faixa de investimento dos projetos, respeitando o intervalo entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões, por meio de recursos não reembolsáveis, na modalidade de subvenção econômica.
A partir dai, as startups e empresas inovadoras brasileiras realizarão inscrição por meio das chamadas públicas realizadas pelas agências de fomento selecionadas e responsáveis por prospectar, selecionar e acompanhar os negócios em suas regiões de atuação.
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As propostas devem apresentar conteúdo tecnológico, potencial de mercado e execução prioritária na região. As iniciativas também podem ser desenvolvidas em colaboração com outras empresas ou com universidades e centros de pesquisa, ampliando a capacidade de inovação e fortalecendo a conexão com o conhecimento científico.