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Fiocruz aponta crescimento de casos graves de Covid-19 e outros vírus respiratórios no país
Foto: Divulgação

Boletim InfoGripe identifica avanço de diferentes agentes infecciosos em estados brasileiros e alerta para os riscos entre crianças pequenas e idosos.

A circulação de vírus respiratórios voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde no Brasil. Um levantamento recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou aumento de casos graves associados à Covid-19, ao metapneumovírus humano e ao rinovírus em diferentes regiões do país. O cenário preocupa especialmente por causa da vulnerabilidade de crianças pequenas e pessoas idosas.

 

Os dados fazem parte do boletim InfoGripe, que monitora semanalmente os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no território nacional. A análise mais recente considera o período de 25 a 31 de outubro de 2026 e mostra mudanças no comportamento de alguns vírus respiratórios.

 

Em Mato Grosso, a Covid-19 aparece como a principal responsável pelo aumento das internações. Também foram observados sinais de crescimento da doença no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Apesar disso, a Fiocruz destaca que os níveis de incidência ainda são considerados baixos.

 

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Outro agente que está no radar dos pesquisadores é o metapneumovírus humano, que apresentou crescimento nas últimas semanas nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.

 

O rinovírus também apresentou avanço significativo e foi responsável por 50,1% dos resultados positivos para vírus respiratórios entre os casos graves analisados.

 

Embora seja frequentemente associado a resfriados comuns, o vírus pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas. Os dados mostram que menores de dois anos apresentam as maiores taxas de incidência de SRAG.

 

Entre os idosos com 65 anos ou mais, por sua vez, o impacto é mais expressivo na mortalidade. Essa faixa etária concentra as maiores taxas de mortes semanais relacionadas às infecções respiratórias.

 

FIOCRUZ REFORÇA IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

 

Até o fim de outubro de 2026, o Brasil havia registrado 171.369 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Desse total, foram contabilizados 7.679 óbitos relacionados aos problemas respiratórios no período.

 

Diante dos números, a pesquisadora Tatiana Portella reforçou a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários.

 

A imunização recomendada pelo Ministério da Saúde é uma das principais medidas para reduzir o risco de complicações e mortes causadas por infecções respiratórias. Além disso, especialistas orientam a população a adotar cuidados como higienizar as mãos e evitar ambientes fechados e pouco ventilados.

 

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Pessoas que apresentarem falta de ar ou piora persistente dos sintomas devem procurar atendimento médico. 

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