Médica ressalta importância do check-up anual, principalmente depois dos 40 anos
O coração disparou, veio um calorão, um aperto no peito e aquela sensação de que algo está errado. Muita gente pensa logo: “é ansiedade”. Mas será mesmo? A cardiologista Priscila Sobral alerta que, em alguns casos, o que parece ser um simples episódio de nervosismo pode esconder uma arritmia ou até um problema cardíaco.
— É comum o paciente chegar dizendo que “acha que teve uma crise de ansiedade”, mas, quando investigamos, encontramos outras alterações. Por outro lado, também há quem procure o pronto-socorro achando que está infartando, e na verdade é um ataque de pânico. Por isso, o ideal é não se autodiagnosticar — explica a médica.
Segundo Priscila, as duas situações — ansiedade e arritmia — podem causar sintomas parecidos, como palpitação, sudorese, falta de ar e tontura. A diferença está na forma como o corpo reage:
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— A palpitação da ansiedade costuma vir acompanhada de tremor, sensação de medo e aperto no peito que melhora quando a pessoa se acalma. Já a arritmia, em geral, surge de repente, pode durar segundos ou minutos e às vezes vem com desmaios ou mal-estar intenso — detalha a cardiologista.
QUANDO O CORAÇÃO PEDE SOCORRO
O alerta sobre a importância de investigar vale principalmente para quem já tem fatores de risco, como pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, histórico familiar ou diabetes.
— Nesses casos, qualquer sintoma diferente deve ser avaliado por um médico. O coração é um órgão silencioso até que ele resolve reclamar de vez — reforça Priscila.
Ela lembra ainda que o estresse do dia a dia do carioca — trânsito, calor, prazos, insegurança — pode aumentar a liberação de adrenalina no corpo, o que acelera os batimentos e eleva a pressão arterial.
— O estilo de vida moderno estimula o coração a ficar em alerta o tempo todo. Por isso, o controle emocional, o sono adequado e a prática de atividade física são tão importantes quanto os remédios — afirma a médica.
DICAS PARA CUIDAR DO CORAÇÃO (E DA MENTE):
Mantenha uma rotina de sono regular — dormir pouco aumenta o risco de arritmia.
Evite o excesso de café, álcool e energéticos.
Faça atividades físicas com constância
Pratique técnicas de relaxamento ou respiração.
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Procure ajuda médica se o coração disparar com frequência ou vier acompanhado de tontura, dor no peito ou falta de ar.
Fonte: Extra