Quinze mil pagantes numa partida no Maracanã, dez mil noutra no Nilton Santos. Os dois confrontos que abriram as semifinais do Carioca, num fim de semana de carnaval, reforçaram duas teses: a de que os jogos nessa data não são atraentes; e a de que não há a menor necessidade de apontar os finalistas em dois confrontos.
A dupla Fla-Flu saiu na frente nos duelos contra Vasco e Volta Redonda, e deram enorme passo para fazer a quinta final das seis últimas edições do Estadual. Os rubro-negros, aliás, caminham para a sétima seguida! E são, inegavelmente, os favoritos à conquista do bicampeonato, o 14º título em 26 edições deste século.
Uma repetição do que já fora visto em recentes confrontos entre os dois times: o Vasco com marcação em bloco baixo, tentando reduzir os espaços na zona de criação; e o Flamengo controlando o jogo com rápida retomada de bola e troca de posições para abrir e infiltrar a defesa adversária. Hoje, apesar do talento de Arrascaeta, a equipe de Filipe Luís se move através da movimentação de Wesley, Gerson e Bruno Henrique.
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É o trio que condiciona o funcionamento do sistema, e é difícil bloqueá-lo. É tudo bem ensaiado e executado por jogadores de capacidade técnica invejável. O Vasco até tentou surpreender com contra-ataques puxados por Ryan, mas não teve pernas para sustentar o ritmo, vide os espaços liberados na construção do belo gol que decidiu a partida.
Coutinho, atuando no meio-campo, pouco produz. E Vegetti, com 36 anos, quase 37, marcado de perto, faz número em campo. Sem modelo alternativo, que não dependa do artilheiro, o time de Fábio Carille não vencerá este Flamengo tão cedo.
Não dá para desprezar uma equipe capaz de marcar 15 gols em três jogos consecutivos. Ainda que ele exiba falhas infantis em confrontos contra rivais de menor expressão. Mas as partidas contra Bangu, Águia de Marabá e Volta Redonda, sobretudo as duas últimas, azeitaram o time. Mano Menezes conseguiu melhorar a fase ofensiva, com o encaixe do trio Árias, Canobbio e Cano, e o coletivo vem à reboque.
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Ontem, o primeiro gol saiu aos 8 minutos e, aos 38, o confronto estava decidido. O Fluminense ainda não tem o padrão confiável de 2023. Mas tem camisa e uma base que já decidiu quatro das cinco últimas edições do Carioca. Todas contra o rival rubro-negro.
Fonte:Extra