11 de Agosto de 2022 - Ano 8
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24/05/2022

Flamengo figura em ranking de marcas mais valiosas do futebol mundial

Foto: Reprodução

Estudo anual da consultoria britânica Brand Finance apontou o Flamengo como o único clube fora da Europa entre as 50 marcas mais valiosas do futebol em 2021/2022. Avaliado em 96 milhões de euros (cerca de R$ 493 milhões), o clube aparece na 49ª posição. O líder do ranking é o Real Madrid, da Espanha, com um valor estimado em 1,5 bilhão de euros (R$ 7,7 bilhões). É a quarta vez consecutiva que o time merengue lidera a lista.

 

Entre os clubes brasileiros, o Palmeiras aparece em segundo, com marca estimada em 52 milhões de euros (R$ 267 milhões). Completam o Top 5 o Grêmio (R$ 232 milhões), São Paulo (R$ 186 milhões) e o Corinthians (R$ 147 milhões). “O Real Madrid é agora claramente a marca dominante no negócio global do futebol. Por quatro anos, eles têm sido a marca mais valiosa graças em grande parte ao seu sucesso comercial fora do campo”, diz trecho do estudo.

 

Chama atenção que entre os dez primeiros colocados, seis são do futebol inglês: Manchester City (2º, com 1,3 bilhão de euros/R$ 6,6 bilhões), Liverpool (4º, com 1,3 bilhão de euros/R$ 6,6 bilhões), Manchester United (5º, com 1,3 bilhão de euros/R$ 6,6 bilhões), Tottenham (8º, com 873 milhões de euros/R$ 4,4 bilhões), Chelsea (9º com 855 milhões de euros/R$ 4,3 bilhões) e Arsenal (10º, com 793 milhões de euros/R$ 4 bilhões).

 

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“Sabemos que é preciso profissionalizar e tratar as marcas dos clubes de futebol como um ativo estratégico. Cada vez mais equipes de futebol têm se mostrado mais próximas das empresas”, afirma Eduardo Chaves, diretor da Brand Finance no Brasil.

 

Jorge Braga, CEO do Botafogo, entende que para qualquer método de avaliação de ativos, existem várias formas de serem feitas. “Por isso eu acho que a discussão principal é se olha para o passado ou para o futuro. E temos que começar a falar de futuro. A minha provocação é: talvez hoje existam clubes melhores posicionados em que a conta não reflete o potencial da marca”, explica.

 

Para Renê Salviano, CEO da agência de marketing esportivo Heatmap e com vasta experiência em captação de patrocínios e projetos especiais em esportes, o fato de as agremiações não terem explorado corretamente a internacionalização de seus serviços fez com que isso trouxesse uma perda significativa no valor da marca.

 

“Os clubes brasileiros levam uma grande desvantagem por causa do câmbio, mas acredito que estamos em um caminho positivo de profissionalização, com alguns deles demonstrando uma luz no final do túnel com boas gestões. No caso do Flamengo, acompanho desde 2013 o planejamento estratégico e realmente existe um trabalho de reestruturação seguido à risca. A marca é um ativo muito estratégico. No caso da maioria dos clubes, ainda enxergo que as áreas comerciais e de marketing podem e tem evoluído bastante para ambientes pouco explorados. Um passo inicial e que deve ser feito é pesquisar a fundo o hábito de consumo dos seus torcedores e da população em geral, ali estão todos os dados para qualquer estratégia de conexão”, aponta.

 

Dos 50 times avaliados, 46 pertencem às principais ligas do mundo: Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França. Apenas quatro equipes são de fora desses países: além do Flamengo (49o); o Ajax, da Holanda (28º); o Celtic, da Escócia (44º); e o Benfica, de Portugal (48º).

 

O estudo aponta que os clubes brasileiros “tiveram um desempenho muito forte na pesquisa de fãs de futebol Brand Finance 2022, com os fãs associando-os tanto a fortes métricas futebolísticas (como a presença de craques e disputa por troféus) quanto a importantes atributos de imagem (como reputação, sustentabilidade, inovação”.

 

“O novo capítulo da história do futebol brasileiro que se iniciou com a constituição das SAF contribuirá para o fortalecimento dos clubes e a expansão de sua imagem internacional aumentará com a criação da liga. Ou seja, rumamos para um momento que tende a ser muito positivo para os clubes brasileiros, seja no âmbito local, seja fora do país”, afirma o advogado especializado em direito desportivo, Eduardo Carlezzo.

 

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“Concordo, no entanto, que independente do método, a SAF e a Liga, como mecanismos de profissionalização, vão aumentar muito a receita dos times brasileiros. Isso é um método de valuation baseado em receitas”, afirma Jorge Braga. 

 

Fonte: Metrópoles

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