Candidato do PL afirma que aceita divulgar informações bancárias, fiscais e telefônicas, mas exige medidas semelhantes de pessoas ligadas ao presidente.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou condições para aceitar o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A discussão ocorre na reta final da campanha presidencial, às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25).
Nesta quarta-feira (21), durante um compromisso de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, Flávio afirmou que concorda com a divulgação de suas informações, desde que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, também autorize a abertura de seus sigilos.
A declaração representa uma resposta às cobranças feitas pelo presidente nos últimos dias. Lula havia desafiado o adversário a divulgar informações financeiras e telefônicas durante o debate presidencial realizado pela Band, no domingo (18), defendendo que a medida permitiria maior transparência sobre o patrimônio dos candidatos.
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Na terça-feira (20), a campanha de Lula protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF), propondo a divulgação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois presidenciáveis e de integrantes de suas famílias, referentes aos últimos oito anos.
O documento apresentado pelo presidente estabelece que a abertura de seus próprios dados e dos familiares depende da adoção de medida equivalente por Flávio Bolsonaro. A solicitação também abrange informações relacionadas a empresas vinculadas aos candidatos.
Entre os familiares incluídos na proposta estão a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e os cinco filhos do presidente. Do lado de Flávio, o pedido menciona o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de outros integrantes da família do senador.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, foi designado relator da petição. Especialistas em direito eleitoral avaliam que a divulgação e a análise dos documentos dificilmente seriam concluídas antes da votação, considerando os procedimentos necessários para o acesso às informações protegidas por sigilo.
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A troca de declarações passou a integrar as estratégias das duas campanhas na disputa pelos votos dos eleitores. Enquanto Lula defende a divulgação das informações como uma demonstração de transparência, Flávio estabelece condições adicionais para aceitar a proposta. Até o momento, não há confirmação de que os sigilos dos candidatos tenham sido efetivamente divulgados.