O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cogitou se registrar como advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro para poder visitá-lo durante a prisão domiciliar. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o ex-mandatário de receber visitas, com exceção de seus defensores com "procuração nos autos" e pessoas que sejam "previamente" autorizadas pelo Supremo.
Além de senador e empresário, Flávio atua como advogado em ações no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No Senado, o filho 01 de Bolsonaro tem feito pressão junto ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que ele paute um pedido de impeachment contra Moraes.
Nesta terça-feira, Flávio ainda afirmou que pedirá ao Supremo para que seja liberada a visita de "todos os filhos" ao pai.— Não faz sentido um filho não poder ver o pai. Também vamos pedir que os médicos possam ir sem autorização, é de conhecimento público que ele precisa de cuidados — disse o senador durante coletiva de imprensa concedida no Congresso Nacional.
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O ministro do STF citou como argumento para decretar a prisão domiciliar de Bolsonaro um vídeo postado por Flávio no último domingo.Posteriormente, Flávio afirmou que tentará visitar o pai na condição de familiar mesmo, não de advogado:— Sou filho, não vou usar isso.
A gravação mostrava Bolsonaro, recolhido na sua residência de tornozeleira eletrônica, enviando uma mensagem a manifestantes bolsonaristas que se reuniram em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Posteriormente, a publicação foi apagada.
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Moraes viu o ato como "ilícito" e um "flagrante desrespeito" às cautelares impostas a Bolsonaro, como a proibição de utilizar as redes sociais diretamente ou "por intermédio de terceiros" - o que justificou a "medida mais gravosa" de prisão domiciliar.
Fonte: O Globo