Inquérito apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção; presidenciável nega e diz que recursos da obra são privados
O senador Flávio Bolsonaro (PL) é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um inquérito que apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação é conduzida pelo ministro André Mendonça e faz parte de uma frente diferente daquela aberta pelo ministro Flávio Dino sobre o uso de emendas parlamentares.
Segundo as investigações, Flávio teria procurado Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para solicitar recursos destinados à produção do filme. A apuração identificou repasses milionários ligados ao projeto, incluindo valores enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, associado a Eduardo Bolsonaro.
Documentos analisados pela Polícia Federal apontam que pelo menos R$ 60 milhões teriam sido destinados à produção de Dark Horse. O valor faz parte de uma negociação que previa um investimento total de cerca de US$ 24 milhões, equivalente a mais de R$ 130 milhões. A PF também apura se parte dos recursos enviados ao exterior teve outras finalidades.
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A investigação ganhou novos elementos após o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Vorcaro. O empresário relatou à Procuradoria-Geral da República detalhes sobre transferências realizadas para o fundo americano e outras operações financeiras relacionadas ao ex-banqueiro.
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O caso envolvendo Flávio é diferente da investigação conduzida por Flávio Dino, que apura possíveis desvios de emendas parlamentares que teriam sido direcionadas para a produção do filme. As duas frentes, porém, convergem na apuração sobre o financiamento de Dark Horse. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que não houve uso de dinheiro público na produção do longa.