Violência, corrupção, economia, saúde, problemas sociais e educação são, nessa ordem, as principais preocupações no país, de acordo com pesquisa Quaest
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026 com propostas diferentes para alguns dos principais problemas apontados pelos eleitores. Entre os temas que mais preocupam a população estão violência, corrupção e economia, segundo levantamento realizado pela Quaest em setembro. No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%.
Na área da segurança pública, Flávio Bolsonaro apresenta um pacote mais voltado ao endurecimento das leis e ao aumento da estrutura policial e prisional. O plano prevê a redução da maioridade penal para 16 anos, classificação de facções e milícias como organizações narcoterroristas, construção de cinco presídios de segurança máxima e criação de cerca de 500 mil novas vagas no sistema penitenciário. O candidato também defende castração química para condenados por crimes sexuais, uso de tornozeleiras para agressores de mulheres e ampliação do monitoramento por câmeras e reconhecimento facial.
Lula, por outro lado, aposta no fortalecimento das estruturas de segurança já existentes e na integração entre União, estados e municípios. O petista defende a criação de um Ministério da Segurança Pública, o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e medidas de combate ao crime organizado por meio de inteligência e estrangulamento financeiro das facções. O plano também prevê investimentos em infraestrutura social, reforço das forças integradas de combate ao crime e ampliação de ações como o Celular Seguro.
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Na economia, Flávio promete um ajuste fiscal baseado em cortes de gastos, redução da máquina pública e diminuição de impostos. Entre as propostas estão o chamado “Tesouraço”, com redução de ministérios e cargos, revisão da reforma tributária, retomada de privatizações e medidas para diminuir a dívida pública. Lula defende a manutenção do atual arcabouço fiscal, valorização real do salário mínimo, redução dos juros e ampliação de investimentos públicos. O petista também apoia o fim da escala 6x1, com jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, além da ampliação do acesso ao crédito para pequenos empreendedores.
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No combate à corrupção e nas mudanças no funcionamento do Estado, Flávio propõe reduzir a estrutura administrativa, cortar cargos comissionados, acabar com supersalários e aumentar o controle sobre emendas parlamentares. O candidato também defende o fim da reeleição para cargos do Executivo e mudanças no Judiciário. Lula, por sua vez, propõe ampliar mecanismos de transparência, modernizar o Portal da Transparência com inteligência artificial, combater distorções no orçamento e rever o modelo de emendas parlamentares. A disputa entre os dois candidatos terá o segundo turno realizado em 25 de outubro.