NOTÍCIAS
Política
Flávio Bolsonaro enfrenta crise para definir candidatos ao Senado no Rio após operações da PF atingirem aliados
Foto: Reprodução

Após desistência de Cláudio Castro e prisão de Márcio Canella, cenário do palanque bolsonarista no estado é de terra arrasada

O pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), enfrenta um cenário de incertezas na montagem de sua chapa para as eleições de 2026 no Rio de Janeiro. A definição dos candidatos ao Senado tem se tornado um dos principais desafios da campanha após operações policiais atingirem aliados considerados estratégicos do grupo político bolsonarista.

 

A situação se agravou após investigações envolvendo o governador Cláudio Castro (PL) e, mais recentemente, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), que era apontado como um dos nomes mais fortes para compor o projeto político da direita no estado.

 

Segundo informações dos bastidores, pesquisas internas já foram realizadas e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi consultado sobre a escolha dos candidatos ao Senado. Mesmo assim, nenhuma decisão definitiva foi anunciada até o momento, aumentando a preocupação entre aliados do partido.

 

Veja também

 

Dino bloqueia R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por emendas

 

Polícia Federal aponta possível aval da Câmara em investigação sobre emendas ligadas a Eduardo Cunha

 

A demora na definição chegou a alimentar especulações de que o próprio Flávio Bolsonaro poderia manter uma das vagas em aberto como alternativa caso sua candidatura ao Palácio do Planalto enfrentasse algum obstáculo. A hipótese perdeu força após a divulgação de uma carta assinada por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente reafirma o apoio à candidatura do filho e o apresenta como seu porta-voz político.

 

DISPUTA INTERNA NO PL

 

Os principais nomes cotados para disputar o Senado pelo PL são o senador Carlos Portinho e os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante.

 

Levantamentos internos apontam que os três aparecem em situação semelhante nas pesquisas, com diferenças consideradas pequenas entre eles. Em alguns cenários, Portinho e Jordy apresentam desempenho ligeiramente superior ao de Sóstenes.

 

A liderança das intenções de voto, porém, permanece com a deputada federal Benedita da Silva (PT), que integra o grupo político liderado pelo ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).

 

OPERAÇÕES POLICIAIS AUMENTAM TENSÃO

 

Além dos números das pesquisas, outro fator tem pesado na escolha dos candidatos: o risco de novas operações policiais atingirem integrantes da chapa.

 

Na última quarta-feira, Márcio Canella foi preso durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. As investigações apontam que ele teria ligação com um esquema de fraudes em postos de combustíveis utilizado para lavagem de dinheiro de organizações criminosas. Apesar de ter sido solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, o político continua sendo investigado.

 

Também pesam no cenário as investigações da Operação Rent a Car, que apura supostos desvios de recursos públicos destinados à atividade parlamentar. Pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante foram alvo da operação, enquanto Carlos Jordy já havia sido citado em fases anteriores da investigação.

 

Nos bastidores, aliados avaliam que a escolha de um candidato que posteriormente venha a ser alvo de novas operações pode comprometer toda a estratégia eleitoral do partido no estado.

 

CHAPA AINDA INCOMPLETA

 

Outro desafio para Flávio Bolsonaro é reorganizar alianças políticas com a federação formada por União Brasil e PP.

 

Márcio Canella era visto como um aliado importante do projeto eleitoral e chegou a acolher Rogéria Bolsonaro, mãe de um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, como primeira suplente em sua composição política.

 

Apesar de ainda não haver confirmação oficial de desistência, integrantes do PL já consideram a possibilidade de Canella deixar a disputa. Além dos problemas judiciais, pesquisas internas indicavam desempenho abaixo de outros nomes ligados ao campo conservador, como Marcelo Crivella (Republicanos).

 

Atualmente, a única composição considerada definida no grupo político de Flávio Bolsonaro é a chapa ao governo do estado, formada por Douglas Ruas como candidato ao Palácio Guanabara e Rogério Lisboa (PP) como vice.

 

A crise atual se soma a outros reveses enfrentados pelo grupo no Rio de Janeiro. O nome inicialmente escolhido pelos Bolsonaro para disputar o governo estadual era Rodrigo Bacellar (União Brasil), mas o político acabou sendo alvo de investigações e deixou de integrar os planos eleitorais do grupo.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram  

 

Com a possibilidade de novas operações policiais atingirem aliados próximos, a expectativa nos bastidores é que a definição dos candidatos ao Senado aconteça nos próximos meses, embora o cenário permaneça cercado de incertezas. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.