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Eleições 2026
Flávio Bolsonaro investe R$ 3,6 milhões em anúncios nas redes sociais na reta final das eleições
Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que a campanha do candidato realizou oito pagamentos à Meta em um único dia; Lula não registrou gastos com a empresa no segundo turno.

 A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) investiu R$ 3,6 milhões em publicidade nas plataformas da Meta durante a última semana do segundo turno das eleições de 2026. A empresa é responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. Enquanto isso, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não registrou despesas com a companhia nesta etapa da disputa eleitoral.

 

De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os pagamentos foram realizados na terça-feira (20), por meio de oito transferências destinadas à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. Foram sete depósitos de R$ 500 mil e um de R$ 100 mil, totalizando R$ 3,6 milhões.

 

Os recursos foram destinados ao impulsionamento de publicações, ferramenta que permite ampliar o alcance de conteúdos nas redes sociais mediante pagamento. A estratégia ocorre nos últimos dias de campanha, antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25).

 

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O investimento acontece em meio a questionamentos apresentados pela campanha de Lula sobre o funcionamento das plataformas da Meta. Integrantes do PT acusam a empresa de favorecer conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro, alegando diferenças no alcance das publicações dos dois candidatos.

 

Segundo as denúncias encaminhadas à Justiça Eleitoral, publicações não patrocinadas de Flávio teriam alcançado mais usuários do que as do presidente Lula, apesar de o petista possuir um número maior de seguidores no Instagram. As alegações fazem parte de questionamentos sobre a distribuição de conteúdos políticos nas redes sociais.

 

Em nota divulgada na sexta-feira (16), a Meta negou qualquer favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro. A empresa afirmou que os perfis oficiais da campanha de Lula no Facebook e no Instagram não foram bloqueados, mas reconheceu problemas relacionados ao impulsionamento de publicações do presidente em setembro.

 

A companhia explicou que um dos conteúdos foi rejeitado durante uma análise de segurança por suspeita de tentativa de imitação de um programa social do governo. A Meta informou que a situação ocorreu durante procedimentos de prevenção a fraudes na plataforma.

 

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Além dos investimentos realizados diretamente pelas campanhas, outros perfis também financiaram publicações políticas durante o segundo turno. Um levantamento da Biblioteca de Anúncios da Meta, referente ao período de 6 a 19 de outubro, apontou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do perfil de Paulo Skaf, como a maior investidora em uma única publicação impulsionada entre os conteúdos analisados.

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