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Flávio Bolsonaro larga na frente de Lula na disputa por apoio de governadores no segundo turno
Foto: Reprodução

Flávio x Lula

O segundo turno da eleição presidencial abriu uma nova disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL): a busca pelo apoio de governadores eleitos e de candidatos que ainda disputam o comando dos estados.

 

Levantamento do GLOBO aponta que Flávio começa a nova etapa com ao menos 17 governadores eleitos ou candidatos aos governos estaduais alinhados à sua candidatura. Lula aparece com nove nomes já posicionados a seu favor. Ainda há, porém, governadores sem definição que passaram a ser procurados pelas duas campanhas.

 

Um dos principais nomes em disputa é a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Ela terminou o primeiro turno sem declarar apoio a Lula ou Flávio e afirmou que pretende manter uma postura de independência.

 

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“Continuo agradecendo ao presidente Lula pelas parcerias firmadas, mas quero manter minha coerência e continuar trabalhando por Pernambuco”, afirmou Raquel em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira (5).

 

O PSD, partido da governadora, declarou neutralidade na eleição presidencial e liberou seus filiados para escolherem o candidato que considerarem adequado.

 

FLÁVIO TEM APOIO EM ESTADOS ESTRATÉGICOS

 

A rede de apoio de Flávio inclui governadores e candidatos em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.

 

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno, confirmou participação ativa na campanha do segundo turno.

 

Em Minas Gerais, o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) também apoia Flávio. No Sul, o senador conta com Sergio Moro (PL), no Paraná; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; e Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul.

 

No Acre, os dois candidatos que disputam o segundo turno estadual, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), estão alinhados a Flávio.

 

No Amazonas, a disputa estadual reproduz a divisão da eleição presidencial. Omar Aziz (PSD) declarou apoio a Lula, enquanto Maria do Carmo (PL) apoia Flávio.

 

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) está com o candidato do PL, enquanto Leandro Grass (PT) apoia Lula.

 

LULA CONCENTRA APOIOS NO NORDESTE

 

Lula tem parte significativa de seus palanques concentrada no Nordeste, onde a campanha pretende ampliar a votação no segundo turno.

 

Entre os aliados estão Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; e Rafael Fonteles (PT), no Piauí. Os três venceram as eleições para o governo estadual no primeiro turno e devem atuar na mobilização em favor do presidente.

 

A avaliação da campanha petista é de que existe espaço para ampliar a votação nesses estados com maior participação dos governadores e de suas estruturas políticas.

 

Lula também conta com candidatos que ainda disputam o segundo turno nos estados, como Leandro Grass, no Distrito Federal, Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte, Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe, além de Omar Aziz, no Amazonas.

 

RIO DE JANEIRO AINDA DEPENDE DO TSE

 

No Rio de Janeiro, a composição dos palanques ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).

 

Douglas Ruas (PL), aliado de Flávio, aguarda a definição da Corte sobre a validade dos votos do ex-governador. Caso seja confirmado o segundo turno, Ruas enfrentará Eduardo Paes (PSD), que esteve alinhado a Lula durante a campanha.

 

Se os votos de Garotinho forem anulados e Ruas for declarado vencedor ainda no primeiro turno, o candidato do PL pretende se licenciar da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para viajar pelo país ao lado de Flávio.

 

NOVOS APOIOS PODEM MUDAR O MAPA

 

Além de Raquel Lyra, outros governadores eleitos ainda não definiram posição.

 

No Amapá, Dr. Furlan (PSD) deve conversar com a direção nacional do partido antes de anunciar sua decisão. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) também ainda não confirmou apoio. Em Alagoas, JHC (PSDB) permanece sem posição definida.

 

Em Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) confirmou apoio a Flávio e prepara um anúncio público ao lado do candidato. O movimento também deve aproximar do palanque do PL o grupo político que esteve com Caiado no primeiro turno.

 

As negociações ocorrem paralelamente às discussões entre os partidos. O PSD decidiu permanecer neutro e liberar seus filiados, enquanto outras siglas ainda avaliam qual posição adotar.

 

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Com três semanas de campanha pela frente, Lula e Flávio disputam não apenas votos, mas também o apoio das principais lideranças estaduais, que podem ampliar a estrutura política e a mobilização dos dois candidatos no segundo turno. 

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