Senador fez o anúncio durante evento com a comunidade judaica na Argentina
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste domingo (28), durante um evento em Buenos Aires, que, se eleito em 2026, pretende transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e restabelecer a representação diplomática brasileira no país.
Em discurso à comunidade judaica, o senador declarou que o Brasil deixará de ser um "vetor de instabilidade" para se tornar um "vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas da América do Sul". Segundo ele, a mudança será implementada a partir de 2027, caso vença as eleições presidenciais.
Flávio Bolsonaro também afirmou que pretende aderir aos chamados "Acordos de Isaac", apresentados como uma ampliação dos Acordos de Abraão, além de promover uma aproximação diplomática entre o Brasil, Israel e os Estados Unidos.
Veja também

Moraes deve decidir nesta semana se prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro
Flávio Bolsonaro chama Lula de antissemita e promete mudar embaixada para Jerusalém
Durante o pronunciamento, o parlamentar criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que a atual gestão teria prejudicado a relação entre Brasil e Israel, acusando o governo de adotar posições favoráveis ao Irã e ao grupo Hamas. O senador também classificou Lula como "antissemita".
O Brasil está sem embaixador em Israel desde maio de 2024. A decisão ocorreu após o agravamento da crise diplomática entre os dois países, iniciada quando Lula comparou a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza ao genocídio de judeus promovido pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Após a declaração, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou o presidente brasileiro persona non grata.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Ao encerrar o discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, pretende priorizar o combate ao terrorismo, ao antissemitismo e ao narcotráfico como eixos centrais de sua política externa.