Em transmissão nas redes sociais, senador afirmou que pretende indicar o colega do PL para o comando da Casa; declaração ocorre em meio à crise política envolvendo o parlamentar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta sexta-feira (30/10) que pretende indicar o senador Rogério Marinho (PL-RN) para a Presidência do Senado Federal. Durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram, Flávio afirmou que o Congresso Nacional, especialmente o Senado, deverá funcionar como uma “trincheira” da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Fiquem firmes, a nossa trincheira nesse momento será o Congresso, em especial o Senado, e a pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a Presidência do Senado. É a única forma de conseguir ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instaurar no nosso país”, declarou.
A fala acontece em meio à crise política envolvendo Flávio Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos na terça-feira (27/10), acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas. Segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times na quinta-feira (29/10), Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, teria providenciado a aeronave utilizada pela família. O próprio funcionário do governo norte-americano confirmou a informação ao portal Metrópoles.
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Antes de chegar aos Estados Unidos, o senador cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Já em território argentino, embarcou em um jato particular que fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de pousar em Miami na manhã de quarta-feira (28/10).
A viagem ocorreu após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão dos passaportes de Flávio e o proibiu de deixar o país. A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou indícios de que o senador poderia sair do Brasil.
FLÁVIO QUESTIONA RESULTADO DAS ELEIÇÕES
Poucas horas depois de chegar aos Estados Unidos, Flávio publicou uma carta na qual contestou o resultado das eleições brasileiras. O senador foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64,2 milhões de votos. Flávio recebeu 48,21%, cerca de 59,8 milhões de votos, uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.
O questionamento foi feito apesar de o resultado ter sido reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela comunidade internacional e por aliados políticos do próprio senador.
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No Brasil, Flávio Bolsonaro também é alvo de investigações relacionadas a suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.