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Flávio Bolsonaro teria segurado relação com ex-banqueiro até prazo eleitoral e caso gera pressão no PL
Foto: Reprodução

Flavio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria “segurado” a relação que mantinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro até o fim do prazo de desincompatibilização, em meio a movimentações internas e possíveis pressões dentro do partido sobre uma eventual troca de candidatura.

 

Nos bastidores, após a revelação de que Flávio teria se encontrado com Vorcaro mesmo depois da prisão do ex-banqueiro, aliados de Jair Bolsonaro reforçaram que a candidatura do filho segue mantida e que, no momento, não existe qualquer discussão sobre “plano B”.

 

Parlamentares do PL ouvidos nos últimos dias relatam que Flávio chegou a negar internamente qualquer fragilidade envolvendo o chamado “caso Master”, que ganhou força no Congresso após o Carnaval. Publicamente, o senador também já havia negado relação próxima com Vorcaro, após reportagem apontar que o contato do seu celular constava na agenda do ex-banqueiro.

 

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Segundo informações já divulgadas, Vorcaro teria financiado um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2025, Flávio chegou a cobrar o atraso no pagamento de parcelas relacionadas ao projeto. Mesmo após a prisão do ex-banqueiro, o senador ainda teria ido visitá-lo em São Paulo.

 

“Se Flávio tivesse revelado esses fatos antes do prazo de desincompatibilização, em abril, a pressão seria enorme pela substituição dele pelo governador Tarcísio de Freitas”, disse um deputado do PL, sob reserva.

 

Aliados avaliam ainda que, depois disso, o senador ficou politicamente sem espaço para se manifestar ao partido, já que a demora em tornar públicas as informações dificultaria qualquer explicação à cúpula.

 

“O pior cenário acabou acontecendo: os fatos vieram à tona pela imprensa e deixaram o partido na defensiva”, afirmou outro interlocutor.

 

Um aliado próximo também relatou que o período de silêncio de Flávio chamou atenção dentro do grupo político. Entre janeiro e fevereiro, o senador chegou a passar cerca de três semanas em viagem pela França e Oriente Médio, período em que teria evitado tratar do assunto publicamente.

 

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“Ele ficou muito tempo sem precisar falar sobre isso. Até a viagem acabou ajudando nesse silêncio”, disse o aliado, que estranhou o afastamento em um momento considerado estratégico para uma pré-campanha presidencial. 

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