O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue indícios de possível interferência de agentes e governos estrangeiros nas eleições presidenciais de 2026. A apuração busca esclarecer suspeitas envolvendo financiamento político, atuação de plataformas digitais e possíveis ações destinadas a favorecer ou prejudicar candidatos durante a disputa eleitoral.
Na decisão, Dino citou possíveis tratativas do grupo conservador norte-americano Rockbridge Network para viabilizar apoio financeiro à campanha de Flávio Bolsonaro, com intermediação dos empresários Tallis Gomes e Pedro Sang. As informações ainda precisam ser apuradas, e a menção aos envolvidos não significa que tenha sido comprovada a prática de irregularidades.
Veja também

Moraes determina entrega de passaportes de Flávio Bolsonaro e proíbe senador de deixar o Brasil
ALGORITMOS E PUBLICIDADE ELEITORAL NA MIRA
O ministro também apontou a necessidade de verificar se algoritmos de plataformas digitais foram utilizados intencionalmente para beneficiar ou prejudicar candidaturas. A investigação deverá examinar suspeitas relacionadas à divulgação de conteúdos políticos, anúncios patrocinados e possíveis diferenças no tratamento dado às campanhas pelas empresas de tecnologia.
SOBERANIA E REGRAS ELEITORAIS
Na decisão, Dino ressaltou que a liberdade de expressão e o apoio político legítimo precisam ser diferenciados de eventuais interferências que envolvam interesses estrangeiros. A legislação brasileira proíbe partidos e candidatos de receberem recursos financeiros de origem estrangeira, direta ou indiretamente, e a investigação deverá verificar se houve alguma conduta que viole essas regras.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A Polícia Federal ficará responsável por apurar os indícios mencionados e identificar se houve irregularidades, quem eventualmente participou das ações e se existem elementos que justifiquem novas medidas. Até a conclusão da investigação, as suspeitas não podem ser tratadas como fatos comprovados, e os citados têm direito à defesa e ao devido processo legal.