Na véspera do 2º turno, candidatos participam de mobilizações no Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte, ao lado de familiares e aliados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, encerraram neste sábado (24/10) os últimos atos de campanha antes do segundo turno, marcado para domingo (25/10).
Lula encerrou a campanha em busca do quarto mandato em uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) finalizou a primeira disputa à Presidência em um ato na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Lula participou de uma caminhada em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, pela manhã, e encerrou os atos de campanha à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Veja também

Datafolha: Flávio tem 51%, e Lula, 49% dos votos válidos
TRE-DF emite zerésima do sistema de totalização de votos para o 2º turno
Flávio, por sua vez, participou de uma motociata e depois de um bloco em Belo Horizonte (MG) pela manhã e finalizou a programação com uma mobilização na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, durante a tarde.
As manifestações ocorrem na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A reta final da campanha foi marcada pelos esforços dos dois candidatos para mobilizar eleitores e conquistar votos antes do segundo turno, marcado para este domingo (25/10).
LULA ENCERRA CAMPANHA NA AVENIDA PAULISTA
Lula encerrou a campanha de rua neste sábado (24/10) com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente participou de uma caminhada em carro aberto ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também acompanharam a mobilização os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (PSB).

Antes da chegada do petista, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet falaram aos apoiadores. Outros integrantes do governo também estiveram presentes, entre eles Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Dario Durigan, ministro da Fazenda; e Márcio França, ministro do Empreendedorismo.
A organização informou que o público ocupou 14 quarteirões da Avenida Paulista. Até a publicação desta reportagem, não havia uma estimativa oficial de participantes divulgada pelas autoridades públicas.
O ato também foi marcado por questões de segurança e organização. A campanha de Lula afirmou que o Metrô de São Paulo interrompeu a instalação de tapumes que seriam usados para proteger as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp. Segundo o PT, cerca de 70% da estrutura havia sido instalada na noite de sexta-feira (23/10), após um acordo com representantes do Metrô e da Polícia Militar.
A companhia informou que adotaria medidas próprias de proteção, incluindo o uso de gradis. A campanha também solicitou que policiais militares mantivessem as câmeras corporais ligadas durante a manifestação.

Durante o ato, Lula voltou a criticar Flávio Bolsonaro e afirmou que nunca havia imaginado disputar uma eleição presidencial com alguém que classificou como “mentiroso, miliciano e desqualificado”.
O presidente também citou o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil em 2021, no Rio de Janeiro. Flávio, que é advogado, defendeu o policial acusado de efetuar os disparos que atingiram a criança. Lula mencionou o episódio para questionar as posições do adversário.
O petista afirmou ainda que a campanha trabalhou para convencer eleitores indecisos, pessoas que anularam o voto no primeiro turno e aquelas que não compareceram às urnas.
FLÁVIO ENCERRA CAMPANHA COM ATO NA BARRA DA TIJUCA
Flávio Bolsonaro encerrou a campanha de rua neste sábado com uma mobilização na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ato, chamado de “Bloco do 22”, reuniu apoiadores e contou com um trio elétrico que percorreu a região.
O candidato chegou ao local por volta das 16h e foi recebido por apoiadores que pediam fotos e autógrafos. O trio começou a circular às 16h17, após a execução do Hino Nacional. Ao longo do percurso, foram reproduzidos jingles de campanha e músicas com críticas ao PT.

Ao lado de Flávio estavam a esposa, Fernanda Bolsonaro, e a coordenadora econômica de campanha, Daniella Marques. Também participaram da mobilização o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Deltan Dallagnol (Novo), ex-procurador da Lava Jato e senador eleito.
O “Bloco do 22” é uma iniciativa associada ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu diferentes cidades durante o segundo turno. A proposta é mobilizar apoiadores do bolsonarismo na reta final da campanha.
Em comunicado à imprensa, a assessoria do candidato classificou a campanha como uma “jornada histórica”. O texto relacionou o encerramento à indicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, em dezembro de 2025. A campanha também apresentou a mobilização como uma homenagem ao ex-presidente.

Imagens:Reprodução
A programação previa que o trajeto passasse pela região do condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa, na Barra da Tijuca. Não havia uma contagem oficial de público para o ato carioca. A cobertura descreveu a presença de milhares de apoiadores, sem apresentar um número fechado de participantes.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
No primeiro turno, Flávio recebeu 53,01% dos votos válidos no estado do Rio de Janeiro, contra 39,41% de Lula. Foram 4.966.844 votos para o senador e 3.693.021 para o presidente. O estado teve abstenção de 23,32%.
Fonte:Metropóles