Legistas correm para conseguir divulgar nome de vítimas, enquanto parentes esperam apreensivos. Estado dos corpos dificulta trabalho. Tragédia ocorreu em bar em estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes Suíços
Autoridades da Suíça lutavam contra o tempo nesta sexta-feira (2) para identificar as cerca de 40 vítimas fatais do incêndio em um bar na luxuosa estação de esqui de Crans-Montana na quinta-feira (1º).
A tragédia ocorreu durante uma festa de Ano Novo no bar Le Constellation, que fica na estação, e a polícia local fala em pelo menos 40 mortos, além de 115 feridos, a maioria com gravidade.
O trabalho de identificação dos corpos foi dificultado por conta do estado dos corpos, ainda de acordo com a polícia suíça. Isso porque o fogo se espalhou rapidamente pelo bar durante a festa, segundo as investigações.
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A polícia advertiu que pode levar dias ou até semanas para identificar todas as vítimas, uma espera angustiante para as famílias e amigos.
"Tentamos localizar os nossos amigos. Tiramos muitas fotos e postamos no Instagram, no Facebook e em todas as redes sociais possíveis para tentar encontrá-los", disse à agência de notícias AFP a jovem Eleonore, de 17 anos. "Mas não há nada. Sem resposta".
Na quinta-feira, a promotora responsável pelo caso, Beatrice Pillout, também disse que a identificação dos corpos pode levar semanas.
Testemunhas descreveram cenas de pânico e caos, com pessoas tentando quebrar as janelas para escapar e outras correndo pelas ruas com muitas queimaduras da localidade dos Alpes suíços.
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Vídeo promocional do bar na Suíça mostra garçonetes
erguendo garrafas de champanhe com velas no topo
(Foto: Reprodução/Le Constellation Crans-Montana)
A causa do incêndio ainda não foi determinada, mas sobreviventes relatam que uma vela de aniversário acesa perto do teto de madeira do local pode ter começado o fogo. A Promotoria suíça fala de incêndio acidental e descartou, por enquanto, a hipótese de um ataque ou ato criminoso.
Também por conta da dificuldade em identificar os corpos, o número exato de mortos e de pessoas que estavam no bar ainda não foi determinado, e a polícia não informou quantas permanecem desaparecidas.
Com capacidade para 300 pessoas no interior e outras 40 na varanda, o estabelecimento era muito frequentado por turistas estrangeiros, em particular jovens.
O presidente suíço, Guy Parmelin, que assumiu o cargo também na quinta-feira, classificou o incidente como "uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes" e "uma das piores tragédias que já tivemos na Suíça".
Ele anunciou que as bandeiras permanecerão hasteadas a meio mastro por cinco dias.
"Por trás dos números há rostos, nomes, famílias, vidas brutalmente interrompidas, completamente paralisadas ou mudadas para sempre", disse em uma entrevista coletiva.
O comandante da polícia local, Frédéric Gisler, acrescentou que, "dado o caráter internacional da estação de Crans, podemos esperar que cidadãos estrangeiros estejam entre as vítimas" — o governo da Itália afirmou que pelo menos 16 mortos eram italianos, e o da França disse que nove cidadãos do país estão entre os feridos e oito estavam desaparecidos.
Já o governo brasileiro disse não ter sido notificado sobre brasileiros entre as vítimas.
Gisler disse que as autoridades estão em contato com as "diferentes embaixadas envolvidas", especialmente a francesa e a italiana.
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Também nesta sexta, fitas de precaução vermelhas e brancas, flores e velas foram colocadas na rua da tragédia. A polícia isolou o local do incêndio.
Fonte: G1
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