Fogo atinge áreas naturais, afeta pequenas cidades e frustra a retomada econômica esperada para 2026
Os incêndios florestais que se espalham pela Patagônia argentina seguem fora de controle e já provocam fortes impactos ambientais e econômicos. Além da destruição de hectares de vegetação nativa, o avanço do fogo comprometeu a temporada de verão em pequenas cidades turísticas da região, que dependem do fluxo de visitantes para sustentar a economia local. Embora Bariloche não tenha sido atingida diretamente, áreas próximas, como El Bolsón e regiões na divisa com a província de Chubut, exibem paisagens marcadas por árvores carbonizadas, solo acinzentado e forte cheiro de queimado.
Em localidades como Epuyén, às margens de um lago de origem glacial e com cerca de 2.500 habitantes, o turismo praticamente parou. Hotéis, restaurantes e serviços de passeio não conseguiram abrir, frustrando a expectativa de recuperação após um 2025 fraco para o turismo argentino. No início de janeiro, ao menos dez propriedades precisaram ser evacuadas na região, e cerca de 2.000 hectares foram consumidos pelas chamas. A situação é agravada pelo ano mais seco da última década, segundo dados do observatório climático europeu Copernicus.
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Diante da gravidade do cenário, o governo argentino decretou estado de emergência em cinco províncias, incluindo Chubut e Río Negro. Mais de 500 brigadistas atuam no combate ao fogo em áreas de difícil acesso, enquanto estradas chegaram a ser interditadas por risco às populações locais. Além de afetar o turismo, os incêndios também destruíram pastagens, prejudicando a criação de gado principal atividade econômica da região. Produtores e autoridades agora se mobilizam para garantir alimento aos animais e tentar conter prejuízos ainda maiores.

Foto: Reprodução

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