O Spectrum foi desenvolvido pela empresa alemã Isar Aerospace e não é tripulado
Um foguete de teste desenvolvido pela empresa alemã Isar Aerospace caiu e explodiu menos de 40 segundos após a decolagem, neste domingo (30), na base espacial norueguesa de Andoya, no Ártico. O momento da decolagem e explosão chamou a atenção nas redes sociais.
O Spectrum, como é chamado, não é tripulado. Foi projetado para transportar satélites de pequeno ou médio portes. No entanto, o foguete não levava carga útil em sua primeira missão.
A Isar Aerospace já havia alertado que o voo teste inaugural poderia terminar de forma prematura, mas que conseguiu reunir dados valiosos que vão ajudar no aprimoramento da tecnologia desenvolvida.
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A empresa anunciou também, nas redes sociais, que, “com os foguetes Spectrum nº 2 e nº 3 já em produção, a Isar Aerospace se prepara para seu próximo lançamento”.
A Isar Aerospace assinou um contrato com a agência espacial norueguesa para colocar dois satélites de vigilância marítima em órbita até 2028.
Apesar de não ter como objetivo alcançar a órbita logo na primeira tentativa, o teste representou o primeiro voo orbital comercial de uma plataforma de lançamento desenvolvida no continente europeu — excluindo a Rússia.
Historicamente, os países da Europa têm dependido das bases de lançamento russas para colocar seus satélites em órbita. No entanto, essa cooperação foi abalada após a invasão da Ucrânia por Moscou, em fevereiro de 2022.
Além da Isar Aerospace, a Europa abriga as alemãs HyImpulse e Rocket Factory Augsburg, os grupos franceses Latitude e MaiaSpace, e a espanhola PLD Space.
Enquanto isso, empresas norte-americanas como SpaceX, Lockheed Martin e Boeing vêm se consolidando como líderes em um mercado em rápida expansão. Elas oferecem lançamentos para satélites de internet de banda larga, equipamentos de observação e outras tecnologias voltadas tanto para governos quanto para o setor privado. Empresas chinesas também estão se movimentando para disputar espaço nesse setor em crescimento.
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Estimativas sugerem que a indústria espacial global pode gerar receitas de mais de US$ 1 trilhão nas próximas duas décadas.
Fonte: IG