O primeiro deles é o perfil das grandes empresas brasileiras, consideradas sólidas e com receitas em moeda americana
Analistas afirmam que diversos fatores contribuem para a tomada de recursos em dólar lá fora. O primeiro deles é o perfil das grandes empresas brasileiras, consideradas sólidas e com receitas em moeda americana.
Além disso, os prazos para pagamento das emissões de dívida feitas no exterior são maiores do que no Brasil e haveria agora uma maior tendência do investidor estrangeiro em tomar risco em países emergentes.
Juros mais baixos nos Estados Unidos também estimulam as captações. No início do ano passado, o cenário para os juros era o inverso, com a taxa americana no maior patamar em duas décadas, o que encarecia a tomada de empréstimo lá fora.
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Das empresas brasileiras, a Raízen, que atua na produção de etanol e açúcar e na distribuição de combustíveis, foi a que captou mais recursos: US$ 1,75 bilhão através de duas ofertas fechadas ontem. A empresa já havia acessado o mercado internacional no ano passado, captando US$ 2,47 bilhões.
Também ontem o Itaú anunciou a captação de US$ 1 bilhão. O Bradesco acessou o mercado internacional para fortalecer o caixa, e levantou US$ 743,7 milhões — a última operação do tipo tinha sido feita pelo banco em 2022.
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A JBS captou US$ 1,736 bilhão neste início de ano, e a Embraer, US$ 648 milhões. A Usiminas também acessou o mercado internacional e captou US$ 493,3 milhões, enquanto a Ambipar obteve US$ 400 milhões.
Fonte: O Globo