O presidente Donald Trump durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington
A cúpula das Forças Armadas brasileiras avalia que os planos dos Estados Unidos de realizar operações terrestres contra narcotraficantes na América Latina não devem se estender ao território brasileiro.
Militares brasileiros que mantêm contato frequente com representantes das Forças Armadas americanas consideram improvável uma ação direta dos EUA em solo nacional. Segundo essa avaliação, qualquer operação desse tipo dependeria da cooperação das instituições brasileiras, especialmente do Exército.
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Um dos principais fatores considerados é a extensa fronteira terrestre do Brasil. O país possui quase 17 mil quilômetros de fronteiras com dez países sul-americanos, o que torna uma eventual operação estrangeira em território nacional ainda mais complexa.
Na avaliação dos militares, os Estados Unidos sabem que o Brasil não é um grande produtor de drogas, mas exerce um papel importante como mercado consumidor e rota de passagem para o tráfico internacional. A dimensão territorial brasileira também seria um obstáculo para qualquer ação militar direta.
Os militares fazem uma comparação com a fronteira dos próprios Estados Unidos com o México, que tem pouco mais de 3 mil quilômetros e já apresenta dificuldades operacionais no combate ao narcotráfico. Para eles, uma operação em uma área fronteiriça brasileira seria ainda mais desafiadora.
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A discussão ganhou força após o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmar durante visita ao Panamá que os Estados Unidos pretendem ampliar as ações contra narcotraficantes e realizar ataques "em terra" na América Latina. Atualmente, os americanos já realizam operações em águas internacionais contra embarcações suspeitas de transportar drogas.