Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país
Após pressão feita pelos Estados Unidos para que a Colômbia detenha o narcotráfico, as Forças Armadas do país sul-americano mataram, em uma semana, 28 pessoas, incluindo menores de idade, acusadas de envolvimento com grupos de guerrilha e com tráfico de cocaína. Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.
"Tudo isso é lamentável. É a guerra em seu desdobramento doloroso e desumano afetando os mais vulneráveis: menores recrutados devido à falta de proteção e hoje transformados em alvos militares", disse a defensora Iris Marín, em áudio enviado à imprensa.
Ela afirmou ainda que "as forças militares devem adotar todas as precauções possíveis para proteger as crianças" de acordo com os princípios internacionais que "obrigam a avaliar muito cuidadosamente os meios e métodos de guerra para evitar danos desproporcionais ou desnecessários".
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Na última terça (11), o Exército anunciou o resgate de três menores de idade em poder de uma guerrilha. Em paralelo, veículos de comunicação informaram sobre a possível morte de adolescentes nas operações. "Quem se envolve nas hostilidades perde toda proteção, sem distinção alguma. O que mata não é a idade, é a arma em si", disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em declarações repudiadas pela oposição.
Os ataques ocorrem após pressões dos EUA contra a Colômbia e seu presidente para que detenha o narcotráfico. Nos últimos dias, Petro intensificou a ofensiva contra os grupos armados e determinou bombardeios. O mais mortal ocorreu na terça, em Guaviare, no sul do país, que matou 19 pessoas.
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Os militares disseram que os mortos integravam grupos dissidentes das extintas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Essa foi a operação mais letal do tipo durante a Presidência de Petro, que começou em 2022.
Fonte: Terra