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Forças de segurança elucidam caso do usuário de drogas que matou e ocultou o cadáver do próprio pai no bairro Nova Esperança, Zona Centro-Oeste de Manaus
Foto: Divulgação

O policial militar aposentado José Moura Maciel foi assassinado e teve o corpo ocultado pelo próprio filho, Gabriel Maciel, em 2019

As Forças de Segurança do Amazonas apresentaram o resultado de uma ação integrada que culminou na prisão de Gabriel Maciel, de 33 anos, investigado pelo homicídio e ocultação do cadáver do próprio pai, José Maciel, policial militar aposentado que tinha 60 anos à época dos fatos.

 

Conforme as investigações, José Maciel teria saído de casa para levar mantimentos ao filho, no bairro Nova Esperança, Zona Centro-Oeste de Manaus.

 

Durante a visita, ele foi brutalmente assassinado, e o corpo permaneceu ocultado no local, que apresentava grande quantidade de entulhos, o que exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Assim que acionadas, as equipes compareceram com os equipamentos necessários para a retirada do corpo, que estava escondido há bastante tempo.

 

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 Depois de confessar o crime para a madrasta, o usuário

de drogas levou a polícia ao local onde

enterrou o corpo do pai

  

Essa ocorrência demonstra a integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, trabalho conjunto que possibilitou a solução do caso pela Delegacia de Homicídios.

 

INVESTIGAÇÃO

 

Conforme relato da companheira da vítima, José Moura Maciel foi até a residência de Gabriel Maciel, localizada no bairro Nova Esperança, e não retornou. Na ocasião, ao ser questionado pelos familiares, Gabriel informou que o pai teria viajado. Desde então, a vítima não foi mais vista, e o caso passou a ser tratado como desaparecimento.

 

O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), detalhou as investigações e a dinâmica do crime.

 

“Trata-se de um fato triste e macabro, mas que recebeu uma resposta rápida das forças de segurança. Gabriel, atualmente com 33 anos, assassinou o próprio pai. Ele é usuário de entorpecentes desde aquela época e havia sido afastado do convívio familiar. O pai era a única pessoa que ainda lhe prestava assistência, levando mantimentos mensalmente e oferecendo algum tipo de sustento. No dia do crime, Gabriel decidiu matar o próprio pai”, relatou o delegado.

 

 Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas

estiveram em ação durante a manhã e a tarde de sábado

para resgatar os restos mortais da vítima

 

De acordo com as investigações, Gabriel Maciel, supostamente sob efeito de drogas, teria relatado a terceiros arrependimento pelo crime. A informação chegou ao conhecimento da companheira da vítima, que localizou o suspeito nas proximidades da Orla da Ponta Negra, onde ele se encontrava em situação de rua.

 

No local, Gabriel confirmou o homicídio à madrasta e foi conduzido por ela ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Posteriormente, ele foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para os procedimentos cabíveis.

 

“Na especializada, o suspeito confessou o homicídio e indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido ocultado. Em razão do lapso temporal, a localização da ossada foi extremamente difícil. O local estava repleto de entulhos e demandou um dia inteiro de trabalho das equipes. A ocorrência chegou às 7h da manhã e o corpo foi localizado por volta das 17h. Policiais civis, militares e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas permaneceram empenhados até a localização da ossada. A vítima foi enterrada de cabeça para baixo, dentro de uma cisterna, enrolada em uma rede”, explicou o delegado Ricardo Cunha.

 

 Delegado Ricardo Cunha revelou todos os detalhes da confissão

do filho usuário de drogas que matou e enterrou o corpo

do pai em Manaus. (Fotos: Divulgação)

  

O delegado acrescentou ainda que, devido ao uso excessivo de entorpecentes, Gabriel não conseguiu detalhar a dinâmica exata do homicídio nem esclarecer se houve participação de terceiros.

 

“O inquérito policial seguirá em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime. Neste momento, o caso está elucidado, o autor encontra-se preso e a família finalmente poderá dar um sepultamento digno ao ente querido”, concluiu.

 

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Ainda de acordo com a autoridade policial, Gabriel passou por audiência de custódia, teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece à disposição da Justiça.
 

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