Eles estão presente em produtos de cabelo, esmaltes ou vasilhas plásticas e podem ser extremamente prejudiciais à saúde
Todos os anos a ciência surpreende com alimentos, substâncias e produtos que devem ser evitados por conta de alguma composição tóxica ou até mesmo a presença de componentes cancerígenos.
Uma das últimas surpresas veio quando a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluiu o aspartame, ingrediente comum em produtos zero açúcar e em casas de todo o planeta, na lista de itens “possivelmente cancerígenos”.
A categoria, chamada oficialmente de 2B, diz respeito a itens cujas evidências apontam uma relação com tumores, porém de forma limitada tanto em estudos com animais, como em humanos. Entretanto, além dele, há outros produtos e outras listas — muitos deles inclusive já foram até banidos de serem comercializados, como é o caso do amianto.
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Confira abaixo substâncias que estão presentes no cotidiano e devem ser evitados por conta de seus componentes considerados cancerígenos: Em meados de 2000, a substância passou a ser utilizada em formulações de produtos para alisamento e redução de volume dos fios de cabelo.
No entanto, em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução proibindo a comercialização do formol em estabelecimentos como drogarias, farmácias, supermercados e lojas de conveniências, com o objetivo de restringir o acesso da população à substância.

Em 2011, o FDA, a agência regulatória americana, que funciona como a Anvisa no Brasil, classificou a substância como cancerígena. Um outro estudo recente publicado na revista científica Journal of the National Cancer Institute revelou que os produtos usados para alisar o cabelo aumentam o risco de câncer de útero.
De acordo com o trabalho, mulheres que usam os produtos mais de quatro vezes por ano têm o dobro da probabilidade de desenvolver câncer de útero, principalmente na região do endométrio. Associações semelhantes não foram encontradas em outros produtos capilares, como tinturas, descolorantes, substâncias para realização de luzes ou permanentes.
O formol evapora em condições normais de temperatura e o contato direto com grandes concentrações se torna altamente perigosa à saúde humana, podendo resultar em diversos agravos — explica o oncologista clínico Pedro Henrique Araújo de Souza, da Oncoclínicas Rio de Janeiro.Outra substância cancerígena perigosa e encontrada no meio ambiente, devido a exposição a gases poluentes, é o benzeno.

Fotos: Reprodução
A principal fonte de exposição ambiental ao benzeno ocorre por meio da evaporação da gasolina. As fontes principais emissoras são as indústrias; no entanto, nos grandes centros urbanos, onde há maior concentração de veículos, a população em geral está exposta a concentrações preocupantes de benzeno no ar — diz Souza.
Outras formas de exposição a substância estão em hábitos e costumes da população como: o tabagismo, por exemplo, considerando que a fumaça de cigarro é uma das principais fontes não ocupacionais ao benzeno, em ambientes fechados. O oncologista ainda afirma que o benzeno pode levar a aumentar o risco de diferentes tumores, derrames e doenças respiratórias.
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Encontrado em construções antigas, o amianto era muito utilizado para fazer isolante térmico, em caldeiras revestidas com o material, telhas e até mesmo em caixas d´água. O uso do material vem caindo em desuso exatamente por conta de seu risco cancerígeno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) classificam todas as fibras de amianto como cancerígenas.
Fonte: O Globo