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Fóssil de cobra com patas ajuda cientistas a entender origem e evolução das serpentes modernas
Foto: Reprodução

Além da presença das patas, o fóssil da cobra possui um osso no crânio inexistente nas serpentes atuais, mas comum no lagartos até hoje

Uma descoberta científica recente tem ajudado a esclarecer um dos principais mistérios da evolução dos répteis: a origem das serpentes. Pesquisadores identificaram um fóssil de cobra com patas, trazendo novas evidências sobre como esses animais evoluíram ao longo de milhões de anos até adquirirem o formato atual, sem membros.

 

O fóssil pertence à espécie Najash rionegrina, que viveu há cerca de 100 milhões de anos, durante o período Cretáceo. Diferente das cobras modernas, esse ancestral possuía pequenas patas traseiras, além de características anatômicas mais próximas dos lagartos.

 

A descoberta foi feita na região da Patagônia, na Argentina, e analisada com o uso de tecnologias avançadas, como tomografia computadorizada de microfoco. Esse método permitiu aos cientistas examinar detalhes internos do crânio sem danificar o fóssil, revelando estruturas como nervos, vasos sanguíneos e ossos raros nas serpentes atuais.

 

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Um dos aspectos mais relevantes identificados foi a presença do osso zigomático (ou jugal), estrutura comum em lagartos, mas ausente nas cobras modernas. Esse detalhe reforça a teoria de que as serpentes evoluíram a partir de ancestrais semelhantes a lagartos, passando por transformações graduais até perderem completamente os membros.

 

Além disso, o estudo aponta que a visão tradicional de que as cobras teriam surgido como pequenos animais escavadores pode estar equivocada. As evidências sugerem que esses primeiros répteis eram maiores e possuíam crânios mais robustos, indicando hábitos e comportamentos diferentes dos imaginados anteriormente.

 

Os pesquisadores consideram esse tipo de fóssil como um elo evolutivo importante, pois demonstra uma fase intermediária entre lagartos e serpentes modernas. Ao longo do tempo, mudanças estruturais — como a perda das patas e o alongamento do corpo — permitiram que esses animais se adaptassem melhor a diferentes ambientes.

 

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A descoberta reforça a importância dos registros fósseis para compreender a história da vida na Terra. Novas pesquisas devem aprofundar ainda mais o conhecimento sobre a evolução das serpentes, revelando detalhes sobre como essas transformações ocorreram e quais fatores influenciaram esse processo ao longo de milhões de anos. 

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