Governo francês prepara medidas emergenciais para comerciantes atingidos por saques e depredações. Manifestações reuniram mais de 500 mil pessoas e deixaram um morto, segundo autoridades.
O governo da França anunciou, nesta segunda-feira (19), a criação de um fundo de apoio financeiro destinado a empresas prejudicadas pela onda de protestos que atingiu o país durante o último fim de semana. Segundo as autoridades francesas, pelo menos 3 mil estabelecimentos comerciais foram afetados por episódios de violência, saques e destruição de patrimônio.
O anúncio foi feito por Sébastien Lecornu, integrante do governo francês, após as manifestações que mobilizaram mais de 500 mil pessoas em diferentes cidades. A medida busca oferecer assistência aos comerciantes que sofreram prejuízos e enfrentam dificuldades para manter suas atividades após os confrontos.
Além do fundo emergencial, o governo informou que adotará um regime de desemprego parcial para evitar demissões nas empresas atingidas. O mecanismo permitirá que os estabelecimentos reduzam temporariamente a jornada de trabalho dos funcionários, com compensação salarial financiada pelo poder público.
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Segundo Lecornu, a medida será implementada imediatamente, com cobertura integral da compensação prevista pelo governo. A intenção é impedir que os prejuízos provocados pelos protestos resultem em consequências sociais ainda maiores, especialmente para trabalhadores que dependem dos estabelecimentos afetados.
As manifestações foram marcadas por confrontos entre manifestantes e forças de segurança, além de incêndios, depredações e invasões de estabelecimentos comerciais. Lojas de luxo também estiveram entre os alvos dos saques registrados em diferentes regiões do território francês.
De acordo com o balanço divulgado pelo governo, os episódios de violência resultaram na prisão de aproximadamente 2 mil pessoas, deixaram cerca de 600 policiais feridos e provocaram uma morte. As autoridades continuam avaliando a extensão dos danos materiais causados durante os protestos.
A mobilização começou em setembro, inicialmente liderada por estudantes que reivindicavam melhorias nas condições de ensino e investimentos na educação. Com o passar das semanas, os atos ganharam força e passaram a reunir outros setores da sociedade, insatisfeitos principalmente com o aumento do custo de vida e com as políticas do governo francês.
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Diante da escalada da violência, o governo também anunciou a adoção de medidas de segurança adicionais, incluindo toques de recolher em determinadas localidades. Enquanto as autoridades trabalham para restabelecer a ordem, o fundo de apoio pretende auxiliar na recuperação das empresas prejudicadas e reduzir os impactos econômicos dos protestos.