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França enfrenta nova onda de greves e protestos contra custo de vida e políticas do governo
Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Convocação foi feita por vários sindicatos. Centenas de escolas estão fechadas e o transporte público foi severamente afetado

A França vive nesta quinta-feira (5) mais um dia de greve geral e manifestações em diversas cidades. A mobilização reúne sindicatos, estudantes, servidores públicos e integrantes dos coletes amarelos, que cobram melhores salários, aumento do poder de compra e investimentos nos serviços públicos. O movimento representa mais um desafio ao governo do presidente Emmanuel Macron, em meio a semanas de tensão social.


As manifestações foram convocadas por centrais sindicais, entre elas a CGT, e contam com a participação de trabalhadores dos setores público e privado. Entre as principais reivindicações estão reajustes salariais, valorização do salário mínimo, preservação de empregos, melhorias na educação e maior justiça fiscal. Os organizadores também criticam os cortes previstos no orçamento e o aumento do custo de vida.


As autoridades francesas prepararam um forte esquema de segurança para acompanhar os atos. Cerca de 70 mil policiais foram mobilizados em todo o país, enquanto os serviços de inteligência estimam que entre 500 mil e 700 mil pessoas participem das manifestações fora de Paris. A previsão também inclui paralisações em escolas, ferrovias e no transporte público.

 

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A nova mobilização ocorre após uma sequência de protestos que começou em setembro e ganhou força ao longo de outubro, quando manifestações terminaram em confrontos, saques e danos a estabelecimentos comerciais e prédios públicos. O governo tenta evitar a repetição dos episódios de violência, enquanto sindicatos e organizações estudantis denunciam restrições ao direito de manifestação e questionam a atuação das forças policiais.

 

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A paralisação também atingiu o setor energético, com redução na produção de eletricidade nuclear, enquanto os impactos no transporte variaram entre as regiões. Os sindicatos já articulam novas mobilizações para os próximos dias, indicando que a pressão sobre o governo pode continuar. O cenário aumenta a tensão política na França a poucos meses do início da campanha para as eleições presidenciais de 2027. 

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