Manifestantes cobram aumento salarial, melhoria do poder de compra e investimentos na educação; Jean-Luc Mélenchon citou o presidente brasileiro durante ato político
Milhares de pessoas foram às ruas da França neste sábado (7) pelo quarto fim de semana consecutivo de manifestações. Os protestos cobram melhores salários, aumento do poder de compra e melhorias nas escolas e universidades públicas, em meio à pressão sobre o governo do presidente Emmanuel Macron.
Em Paris, os manifestantes percorreram áreas centrais da cidade, enquanto outras mobilizações ocorreram em diferentes regiões do país. Segundo a polícia, 46 mil pessoas participaram do ato na capital francesa. Em todo o território nacional, as autoridades estimaram aproximadamente 146 mil participantes.
Durante uma manifestação em Le Bourget, ao norte de Paris, o líder político de esquerda Jean-Luc Mélenchon fez um discurso no qual criticou a possibilidade de avanço da extrema direita nas eleições presidenciais de 2027. Ele pediu que seus apoiadores não considerem antecipadamente uma vitória de Marine Le Pen.
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Ao mencionar resultados eleitorais recentes, Mélenchon citou a derrota de Donald Trump nos Estados Unidos e de Jair Bolsonaro no Brasil. Em seguida, encerrou a declaração com a frase “Viva Lula!”, em referência ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
O discurso ocorreu em um momento de movimentação política na França, que deverá escolher o sucessor de Macron em 2027. Marine Le Pen aparece em posição de destaque nas pesquisas eleitorais, enquanto Mélenchon busca mobilizar apoiadores em torno de sua candidatura.
As manifestações também são impulsionadas por reivindicações na educação. Estudantes denunciam falta de professores, deterioração das estruturas escolares e dificuldades no sistema de acesso às universidades. Sindicatos do setor anunciaram uma nova greve e mobilizações para terça-feira (10).
Na tentativa de responder às reivindicações, o governo francês marcou reuniões com sindicatos, representantes de empregadores e organizações estudantis para a próxima segunda-feira (9). Os encontros devem discutir salários, poder aquisitivo e problemas enfrentados pelas instituições de ensino.
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Para acompanhar os atos, o Ministério do Interior mobilizou 70 mil agentes de segurança em todo o país. Apesar do reforço policial, as autoridades avaliaram que a participação nas manifestações deste sábado foi menor em comparação com mobilizações anteriores. O movimento dos Coletes Amarelos também realizou uma concentração separada em Paris, apesar da proibição determinada pelas autoridades.