A paulista Thabata Penassi nasceu com uma doença rara, a osteogênese imperfeita. Ao longo dos anos, ela já teve mais de 150 fraturas
Atividades corriqueiras podem ser um risco para quem tem “ossos de vidro”, como é conhecida popularmente a osteogênese imperfeita, uma doença rara com a qual Thabata Penassi, de 37 anos, lida diariamente. E foi no afago de um abraço que ela teve a fratura mais recente. Ao receber o carinho de uma familiar, quebrou o cotovelo, por exemplo.
Ao longo do tempo, a paulista já perdeu as contas de quantas fraturas teve exatamente. Thabata estima que sejam mais de 150, “chutando baixo”. No entanto, a patologia não foi um impeditivo para que ela tivesse uma infância cheia de peripécias e também virasse psicóloga.
Aos 29 dias de vida, após um choro incontrolável em meio a um banho, Thabata foi levada a uma unidade de saúde pela família. “Minha mãe ficou desesperada. No hospital, eles já perceberam que eu tinha fraturado a perna. Acharam que a minha mãe tinha me batido. Chamaram a polícia, assistente social… só que, enquanto eles me manipulavam para tirar radiografia, também acabaram me fraturando”, conta. “Eu entrei com uma fratura e saí com cinco”.
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Com o passar dos dias, dos meses, dos anos, os pais de Thabata perceberam que a fragilidade óssea não a impossibilitaria de viver. Na infância, ela tinha, em média, uma fratura por mês. A mãe parou de contar as quebras de ossos na centésima vez, aos 10 anos da filha. No entanto, a menina não deixava de se divertir.
Aos 8 anos, Thabata conseguiu entrar na escola em que o irmão já frequentava. No começo, ia estudar em um carrinho de bebê, mas no mesmo ano ganhou a primeira cadeira motorizada.
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“Sempre fui muito tagarela e a diretora me conhecia. Minha mãe pediu para ser voluntária e me acompanhar. Nos primeiros anos, ela ficou como merendeira e me ajudava no intervalo. Depois, troquei de escola e ela foi voluntária na secretaria”, relembra. “Eu era a única criança com deficiência [na escola]. Sofri bullying, mas também fiz amigos.”
Fonte: Terra