Segundo o documento encaminhado às autoridades, o religioso teria utilizado, em diferentes ocasiões ,como homilias, entrevistas e conteúdos nas redes sociais
O religioso Frei Gilson passou a ser alvo de investigação após uma denúncia protocolada no Ministério Público de São Paulo. A representação foi apresentada por um ex-noviço, que acusa o sacerdote de ter feito declarações consideradas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+ e mulheres.
Segundo o documento encaminhado às autoridades, o religioso teria utilizado, em diferentes ocasiões — como homilias, entrevistas e conteúdos nas redes sociais — expressões classificadas como inadequadas e ultrapassadas para se referir à homossexualidade. Entre os termos citados estão associações com ideias como “desordem” e “depravação grave”, além do uso da palavra “homossexualismo”, considerada inadequada por especialistas e movimentos sociais.
A denúncia também aponta que as falas podem contribuir para reforçar estigmas e preconceitos, especialmente por se tratar de um líder religioso com grande alcance público. O autor da representação argumenta que esse tipo de discurso pode influenciar negativamente seguidores e ampliar a marginalização de grupos já vulneráveis.
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Além das declarações sobre orientação sexual, o religioso também já esteve no centro de outras polêmicas envolvendo comentários sobre o papel da mulher na sociedade. Em conteúdos que circularam nas redes, ele defendeu visões consideradas conservadoras, como a ideia de liderança masculina dentro da família, o que gerou críticas de figuras públicas e debates intensos na internet.
Com milhões de seguidores nas redes sociais, Frei Gilson tem forte influência sobre seu público, o que amplia a repercussão de suas falas. Esse alcance foi um dos pontos destacados na denúncia, que pede a apuração do caso sob a ótica de possíveis violações de direitos e discurso discriminatório.
O Ministério Público de São Paulo deverá analisar o conteúdo apresentado e decidir se há elementos suficientes para abertura de investigação formal. Caso avance, o processo pode resultar em medidas legais, dependendo da avaliação das autoridades sobre a natureza das declarações.

Foto: Reprodução
Até o momento, não houve posicionamento oficial detalhado por parte do religioso sobre a denúncia específica. Em ocasiões anteriores, sua assessoria informou que ele se dedica às atividades religiosas e evita comentar repercussões públicas.
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O caso reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão religiosa e discursos que podem ser interpretados como discriminatórios, especialmente quando difundidos em larga escala. A apuração seguirá nos próximos dias, enquanto o tema continua gerando debate entre apoiadores, críticos e especialistas em direito e direitos humanos