Conheça o buriti, usado em bebidas tradicionais e cercada de mitos sobre seus efeitos hormonais
Nas encostas dos Andes, onde rios caem em cascatas rumo à Amazônia, cresce o buriti (Mauritia flexuosa L.), fruto da palmeira moriche.
A fruta, típica da região amazônica, conhecida por seu alto valor nutricional e importância cultural. Trata-se de uma palmeira que pode atingir até 35 metros de altura, com frutos que crescem em cachos, cada um podendo conter centenas de exemplares, resultando numa produção média de cerca de 290 quilos por palmeira.
Sua polpa tem coloração amarelada a alaranjada e é rica em vitaminas e minerais essenciais para a saúde. Destaca-se pela altíssima concentração de vitamina A — contendo 20 vezes mais que a cenoura —, além de vitamina C, cálcio, ferro e potássio.
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O buriti também é fonte natural dos ômegas 3, 6 e 9, importantes para a saúde cardiovascular, circulação, pele e equilíbrio do colesterol bom. Entre seus benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, combate à fadiga, melhora da visão e cuidado dos rins e pulmões.

OUTRAS VANTAGENS
Além das vitaminas, o buriti contém fitoestrógenos que possuem propriedades anticancerígenas e podem contribuir para a redução dos sintomas da menopausa e doenças cardiovasculares, conforme estudos recentes. Suas propriedades antibióticas, analgésicas e anti-inflamatórias também são destacados na medicina popular.
No Peru, a fruta é chamada de aguaje; na Colômbia e Venezuela, moriche. E os moradores preparam ela de forma tradicional: deixam-no de molho por dois dias, removem a casca e transformam a polpa alaranjada em aguajina, uma bebida cremosa e nutritiva.
Vendedores locais, como Gianina Pujay, afirmam que a fruta fortalece ossos, pele e cabelo, especialmente para mulheres. Alguns acreditam que o aguaje possui compostos semelhantes ao estrogênio, recomendando moderação no consumo por homens – embora faltem estudos conclusivos.
Rico em vitamina A, ômega-9 e antioxidantes, o buriti ganha espaço como superalimento. Sua polpa também vira sorvetes, doces e óleos cosméticos.
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Enquanto a ciência investiga seus efeitos, o fruto segue como símbolo da cultura andina – e uma delícia que atrai curiosos e amantes da gastronomia amazônica.
Fonte: Agro em Campo