Mapa do SELVA registra até 40,3 µg/m³ de partículas finas em áreas das zonas Sul, Leste e Centro-Sul da capital
A qualidade do ar em Manaus apresentou níveis entre bons e moderados nesta quarta-feira (30), após um incêndio de grandes proporções atingir a região do Cacau Pirêra, em Iranduba. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) apontaram os maiores registros de partículas finas, conhecidas como PM2,5, em diferentes pontos das zonas Sul, Leste e Centro-Sul da capital.
O maior índice identificado pelo monitoramento foi de 40,3 µg/m³. Na sequência, apareceram registros de 30,2 µg/m³, 25,8 µg/m³ e 25,3 µg/m³. De acordo com a classificação utilizada pelo SELVA, concentrações entre 25 e 50 µg/m³ são consideradas moderadas.
Outros pontos de Manaus apresentaram índices abaixo de 25 µg/m³, faixa classificada como boa pelo sistema. Entre os registros estão 22,4 µg/m³, 22,1 µg/m³, 19,2 µg/m³, 18,9 µg/m³, 18,6 µg/m³, 17,7 µg/m³, 17,6 µg/m³, 16,6 µg/m³, 16,1 µg/m³ e 0,7 µg/m³.
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Incêndio provoca fumaça intensa na AM-070 e mobiliza bombeiros em Iranduba. VEJA VÍDEO
Os maiores registros ficaram concentrados principalmente nas zonas Sul, Centro-Sul e Leste. O índice de 40,3 µg/m³ foi identificado na região entre os bairros São Raimundo e Petrópolis. Já os registros de 30,2 µg/m³ e 25,3 µg/m³ aparecem em áreas da região central e da Zona Sul, enquanto a Zona Leste apresentou concentração de 25,8 µg/m³.
A distribuição dos dados mostra que a concentração de partículas não é uniforme em toda Manaus e pode variar de acordo com o ponto de monitoramento e as condições atmosféricas.
O incêndio ocorreu entre os quilômetros 3 e 4 da AM-070, na região do Cacau Pirêra. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mobilizou dez viaturas e 24 militares para atuar no combate às chamas. A ocorrência permanecia em andamento.
Até o momento, não há confirmação de que os níveis de PM2,5 registrados em Manaus tenham sido provocados diretamente pelo incêndio no Cacau Pirêra. A concentração de partículas no ar também pode sofrer influência de outras fontes de fumaça e das condições meteorológicas.
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Segundo os dados do SELVA, fatores como a direção dos ventos e a dispersão atmosférica podem interferir na quantidade de partículas identificada pelos equipamentos de monitoramento em diferentes áreas da capital.