Médicos reforçam que lavagem nasal e umidificadores aliviam sintomas locais, mas não impedem a inalação de poluentes profundos
A fumaça produzida pelas queimadas representa um risco que vai muito além da irritação nos olhos e na garganta. Entre os principais componentes está o material particulado fino, especialmente o PM2,5, formado por partículas tão pequenas que conseguem ultrapassar as barreiras naturais das vias respiratórias e chegar às regiões mais profundas dos pulmões.
Quando alcançam os alvéolos pulmonares, essas partículas podem desencadear processos inflamatórios e, em determinadas condições, atravessar para a circulação sanguínea. A presença desses poluentes no organismo está associada a efeitos sobre diferentes órgãos e ao aumento de riscos respiratórios e cardiovasculares.
A exposição à fumaça pode provocar sintomas como irritação nos olhos e nas vias respiratórias, tosse, falta de ar, chiado e dor no peito. Pessoas que já possuem doenças respiratórias ou cardiovasculares podem ter o quadro agravado, enquanto crianças, idosos e gestantes estão entre os grupos que exigem maior atenção.
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Outro fator de preocupação é que a poluição provocada pelas queimadas pode atingir regiões distantes dos focos de incêndio. Dependendo das condições meteorológicas e das correntes de ar, os poluentes podem ser transportados por grandes distâncias, comprometendo a qualidade do ar em cidades e áreas rurais.
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Durante períodos de fumaça intensa, a recomendação é reduzir atividades ao ar livre e permanecer em ambientes protegidos. Quando for necessário sair, máscaras como N95 ou PFF2 podem ajudar a diminuir a inalação de partículas. Em caso de falta de ar intensa, dor no peito ou agravamento de sintomas respiratórios, é importante procurar atendimento médico.