Moradores de diferentes bairros relataram cheiro forte de queimado, ar pesado e redução da visibilidade; origem da fumaça ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Moradores de diferentes áreas de Manaus relataram uma forte concentração de fumaça entre a noite deste sábado (12) e a madrugada deste domingo (13). Nas redes sociais, internautas compartilharam registros do fenômeno e descreveram um intenso cheiro de queimado, além da sensação de ar pesado e da redução da visibilidade em alguns pontos da capital amazonense.
Até a última atualização, os órgãos ambientais ainda não haviam divulgado uma avaliação específica sobre a origem da fumaça registrada durante a madrugada. Também não havia sido apresentada uma medição consolidada da qualidade do ar abrangendo todas as regiões afetadas.
O episódio voltou a chamar a atenção para as condições do ar em Manaus. Dias antes, sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), haviam indicado índices de qualidade do ar entre moderados e ruins em diferentes pontos da cidade.
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Em algumas estações, foram registradas concentrações elevadas de PM2,5, partículas extremamente pequenas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório quando inaladas.
A presença de fumaça pode estar associada a incêndios registrados na própria capital ou a queimadas ocorridas em outras regiões, com a fumaça sendo transportada pelas condições de vento. No entanto, a origem do material observado durante a madrugada ainda precisa ser confirmada por meio da análise de dados ambientais e meteorológicos.
CUIDADOS DURANTE A PRESENÇA DE FUMAÇA
Durante períodos de fumaça intensa, a recomendação é reduzir a exposição ao ar livre. Quem precisar sair de casa deve dar preferência a máscaras PFF2 ou N95, desde que estejam bem ajustadas ao rosto. Esses modelos possuem maior capacidade de filtragem de partículas finas.
Máscaras cirúrgicas e de tecido apresentam proteção mais limitada contra esse tipo de poluente.
Também é recomendado evitar atividades físicas e esforços intensos ao ar livre, manter portas e janelas fechadas enquanto a fumaça estiver presente e beber água regularmente.
Quando houver ar-condicionado, o equipamento pode ser utilizado no modo de recirculação, evitando a entrada do ar externo. Também é importante evitar a permanência próxima a locais onde estejam ocorrendo queimadas e acompanhar os comunicados divulgados pelos órgãos de saúde e meio ambiente.
GRUPOS MAIS VULNERÁVEIS
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas precisam de atenção especial durante episódios de poluição provocados pela fumaça.
A exposição pode provocar ou intensificar sintomas como irritação nos olhos e na garganta, tosse, dor de cabeça, chiado e dificuldade para respirar. Pessoas que já apresentam problemas respiratórios podem sofrer uma piora mais significativa.
Em situações de falta de ar, dor no peito, chiado intenso, tontura, confusão ou agravamento persistente dos sintomas, a orientação é procurar atendimento médico. Em casos de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo número 192.
MONITORAMENTO DOS FOCOS DE CALOR
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acompanha focos de calor por meio de imagens de satélite. Entretanto, a identificação de um foco não significa, por si só, que ele seja responsável pela fumaça observada em determinado bairro.
Para determinar a possível origem, é necessário cruzar informações sobre os focos de calor com dados meteorológicos, como direção e velocidade dos ventos, além de outras informações ambientais.
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Enquanto a origem da fumaça não é esclarecida, a orientação é evitar queimadas e qualquer tipo de queima de lixo ou vegetação. Incêndios devem ser comunicados ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.