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Fumaça preta no Vaticano indica, pela segunda vez, que novo Papa ainda não foi escolhido
Foto: Reprodução

Conclave segue nesta quinta-feira; sistema mistura tradição centenária com tecnologia moderna para gerar a cor da fumaça

O segundo dia do conclave que elegerá o sucessor do Papa Francisco começou com duas rodadas de votação — e ainda sem consenso. Repetindo o desfecho da noite de quarta-feira, a fumaça preta saída da chaminé da Capela Sistina na manhã desta quinta-feira sinalizou que os 133 cardeais eleitores ainda não haviam chegado a um consenso sobre quem deverá ser o próximo líder da Igreja Católica.

 

A votação volta nesta quinta-feira, em um ritmo-padrão que deve se repetir nos próximos dias até que o consenso seja alcançado: são quatro votações por dia, duaspela manhã e duas à tarde. No entanto, só há previsão de uma fumaça por turno de votação, podendo aparecer às 5h30 ou 7h e 12h30 ou 14h.

 

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O QUE ACONTECE SE O NOVO PAPA FOR ESCOLHIDO NO PRIMEIRO DIA?

 

Caso o novo Papa seja escolhido já na primeira votação de uma das sessões, a fumaça branca pode aparecer antes do horário previsto, indicando que o quórum de dois terços foi alcançado. Se não houver, a queima com a emissão da fumaça preta ocorre só no segundo horário de cada turno. Após a fumaça branca, o anúncio oficial — o tradicional “Habemus Papam” — costuma ocorrer entre 45 minutos e uma hora depois, com o novo Pontífice se apresentando na sacada da Basílica de São Pedro.

 

O QUE ACONTECE SE O NOVO PAPA NÃO FOR ESCOLHIDO?

 

Caso a definição do novo Pontífice não seja feita em três dias, a votação é suspensa para um dia de oração.

 

COMO É FEITA A FUMAÇA BRANCA E PRETA DO CONCLAVE?

 

As fumaças são geradas pela queima das cédulas eleitorais em um fogareiro especial na Capela Sistina. Para evitar dúvidas, naftalina e lactose são adicionadas para gerar, respectivamente, a fumaça preta e a branca. Desde 2005, um sistema garante que as cores sejam nítidas — e que os fiéis não precisem mais interpretar a fumaça à distância, como acontecia no passado.

 

Na semana passada, o Vaticano anunciou que dois cardeais eleitores — com menos de 80 anos — não estarão presentes por motivos de saúde. Com isso, o número de cardeais votantes será de 133 (sendo sete brasileiros) e os dois terços necessários para a eleição ficam em 88. O idioma oficial do conclave será o italiano, mas haverá intérpretes.

 

COMO FUNCIONA A ELEIÇÃO DO NOVO PAPA NO CONCLAVE?

 

Por sorteio, três cardeais são designados “escrutinadores”, outros três como “infirmarii” (encarregados de recolher o voto dos cardeais doentes) e mais três como revisores para verificar a contagem.

 

Juntos, os cardeais recebem cédulas retangulares com a frase “Eligo in Summum Pontificem” (“Elejo como Sumo Pontífice”) na parte superior, com um espaço em branco logo abaixo para que os eleitores escrevam o nome de seus candidatos à mão, “com a caligrafia mais irreconhecível possível”. Em tese, é proibido votar no próprio nome.

 

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Cada cardeal se dirige por turnos ao altar, segurando sua cédula no ar para que seja bem visível, e pronuncia em voz alta o seguinte juramento em latim: “Ponho por testemunha a Cristo Senhor, que me julgará, de que dou meu voto a quem, na presença de Deus, acredito que deve ser eleito.” Eles depositam suas cédulas em um prato e as deslizam na urna diante dos escrutinadores. Depois, voltam para suas cadeiras.

 

Cardeais que, por motivo de saúde ou idade avançada, não conseguem ir até a urna entregam seu voto a um escrutinador, que o deposita em seu nome.

 

O ESCRUTÍNIO

 

Dos 135 cardeais com direito a voto, 80% foram indicados pelo Papa Francisco, morto em 21 de abril de 2025 — Foto: Arte/ O GLOBO

Foto: Reprodução

 

Uma vez recolhidas todas as cédulas, um escrutinador agita a urna para misturá-las, transfere as cédulas para um segundo recipiente e outro cardeal as conta. Dois escrutinadores anotam os nomes, enquanto um terceiro os lê em voz alta e perfura as cédulas com uma agulha no ponto em que está a palavra “Eligo”. Os revisores comprovam em seguida que não foram cometidos erros.

 

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‘HABEMUS PAPAM’

 

O cardeal eleito deverá responder a duas perguntas do decano: “Aceita sua eleição canônica para Sumo Pontífice?” e “Como deseja ser chamado?”. Caso responda sim à primeira, torna-se Papa e bispo de Roma. Um por um, os cardeais expressam um gesto de respeito e obediência ao novo Papa, antes do anúncio aos fiéis. Da varanda da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono anuncia “Habemus papam”. Em seguida, o novo Pontífice aparece e pronuncia a bênção “urbi et orbi” (“à cidade e ao mundo”). (Com AFP)

 

Fonte: Extra

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