Poluentes das queimadas carregam micropartículas que podem atingir as vias respiratórias; asmáticos, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares precisam de atenção redobrada
A fumaça que voltou a encobrir o céu de Manaus nos últimos dias traz riscos que vão além do desconforto visual. Segundo o pneumologistas, as micropartículas presentes na fumaça podem penetrar nas vias respiratórias e provocar irritação nos olhos, nariz, garganta, traqueia e brônquios, causando sintomas como tosse e dificuldade para respirar.
O risco é ainda maior para quem já possui doenças pulmonares. Pessoas com asma, por exemplo, podem apresentar crises após a exposição aos poluentes. Mesmo quem não tem histórico de problemas respiratórios pode desenvolver vermelhidão e coceira nos olhos, coriza, irritação na garganta, tosse e desconforto respiratório durante períodos de maior concentração de fumaça.
A exposição contínua exige atenção especial, principalmente entre pessoas com doenças crônicas. De acordo com o especialista, a permanência prolongada em ambientes contaminados pode intensificar os sintomas e provocar falta de ar, cansaço e piora de doenças pulmonares. Gestantes e pessoas com problemas cardiovasculares também estão entre os grupos que precisam redobrar os cuidados devido à presença de material particulado e monóxido de carbono.
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Em caso de falta de ar intensa, cansaço excessivo, dor no peito ou dificuldade para realizar atividades cotidianas, a orientação é procurar atendimento médico. Esses sinais podem indicar um quadro que necessita de avaliação em um serviço de urgência.
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Nos dias de fumaça intensa, o médico recomenda evitar atividades físicas ao ar livre, manter os ambientes internos protegidos da entrada de fumaça e, quando possível, utilizar purificadores de ar. Quem trabalha exposto deve reforçar a hidratação, fazer pausas, evitar esforço excessivo e buscar locais com menor concentração de fumaça. O uso de máscaras também pode ajudar a reduzir a inalação de partículas.