A forte presença de fumaça que encobre Manaus durante o período de estiagem e queimadas acendeu o alerta para os riscos à saúde. Segundo dados divulgados pela Prefeitura de Manaus, a concentração de partículas finas PM2,5 chegou a 188,5 microgramas por metro cúbico no dia 23 de setembro, índice classificado como “péssimo”.
De acordo com o pneumologista Mário Sérgio Fonseca, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), a fumaça pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, tosse, falta de ar e desconforto respiratório. Pessoas com asma, bronquite e outras doenças pulmonares estão entre as mais vulneráveis e podem apresentar agravamento dos sintomas.
O especialista também alerta que os efeitos da poluição não ficam restritos ao sistema respiratório. A exposição prolongada pode representar riscos para pessoas com doenças cardiovasculares, além de exigir atenção especial de crianças, idosos e gestantes. Em períodos de fumaça intensa, a orientação é reduzir a permanência em ambientes externos e evitar exercícios físicos ao ar livre.
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Entre os cuidados recomendados estão manter portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de fumaça, permanecer em locais com menor entrada de poluentes, manter-se hidratado e acompanhar os índices de qualidade do ar. Trabalhadores que permanecem expostos por longos períodos também devem redobrar os cuidados e evitar esforço físico excessivo.
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A recomendação é procurar atendimento médico diante de sinais como falta de ar intensa, dor ou pressão no peito, cansaço importante ou dificuldade para respirar que limite atividades. Segundo informações citadas na reportagem, a fumaça que atinge Manaus tem origem em diferentes áreas de queimadas da Amazônia, enquanto o Amazonas registrou 757 focos em um período de 24 horas mencionado pela Prefeitura.