Órgãos do Governo do Amazonas se reuniram após os níveis de poluição do ar ultrapassarem a faixa máxima de referência da escala do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva)
Manaus amanheceu novamente coberta por fumaça nesta quinta-feira (24), em mais um episódio de piora na qualidade do ar. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou níveis classificados como “péssimos” em diferentes pontos da capital.
A situação ocorre em meio ao aumento das queimadas no Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o estado registrou 3.240 focos de queimadas entre 1º e 22 de setembro, número 244% maior que o observado no mesmo período de 2025. A fumaça que chega a Manaus é relacionada principalmente a incêndios registrados no interior do estado e na Região Metropolitana.
Na quarta-feira (23), a concentração de partículas finas em Manaus chegou a 188,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice considerado péssimo. Em outros registros recentes, o Selva chegou a apontar concentrações ainda maiores, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma média diária de até 15 µg/m³ para esse tipo de poluente.
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Além da fumaça, as altas temperaturas e o período de estiagem contribuem para agravar o cenário. Pesquisadores apontam que o atual episódio de El Niño tem alterado o comportamento dos ventos e dificultado a dispersão dos poluentes, favorecendo a permanência da fumaça sobre Manaus e municípios vizinhos.
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Diante da piora na qualidade do ar, a recomendação das autoridades de saúde é reduzir a exposição à fumaça, principalmente no caso de crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos. Também é indicado evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração de poluentes, manter a hidratação e, quando necessário, utilizar máscaras como a N95 para reduzir a inalação de partículas.
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