Interessados tem até o final de julho para se inscreverem na 8ª edição do Bolsas Funbio - Conservando o Futuro
Nesta quinta (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) abriu inscrições para seu programa de bolsas. Somados os projetos selecionados, será distribuído R$1 milhão em financiamentos. O "Bolsas Funbio - Conservando o Futuro’ existe desde 2018 e já apoiou diversas pesquisas de mestrandos e doutorandos com interesse público, como estudos sobre mudanças climáticas, sobre efeito de microplásticos na Amazônia e de conservação de peixes.
Além da data do meio ambiente, nesta quinta é comemorado o aniversário do próprio Funbio, que completa 29 anos, e tem como foco os investimentos na conservação da biodiversidade brasileira. Para ter um projeto aprovado pelo programa de bolsas, as propostas, obrigatoriamente de pesquisa aplicada, devem se relacionar a quatro eixos específicos: conservação, manejo e uso sustentável de fauna e flora; recuperação de paisagens e áreas degradadas; gestão territorial para proteção da biodiversidade; e mudanças climáticas e conservação da biodiversidade.
Desde 2023, o programa tem parceria com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o que amplia, significativamente, a visibilidade e a expansão da pesquisa científica na área de biodiversidade.
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— É uma satisfação ver o crescimento do programa e, principalmente, constatar como o apoio resultou em descobertas e avanços concretos na formação de mais de 200 pesquisadores em todo o Brasil. A parceria com o GEF é mais um passo muito importante para ampliar ainda mais essa rede de conhecimento e conexões, baseada no conhecimento científico. Espero que, nos próximos anos, a abrangência aumente ainda mais, assim como as transformações positivas nas carreiras desses jovens cientistas — celebra a secretária-geral do FUNBIO, Rosa Lemos e Sá.
INSCRIÇÕES ATÉ JULHO
As inscrições para a 8ª edição do programa podem ser feitas até dia 31 de julho, e o resultado do processo seletivo será divulgado no dia 13 de dezembro. O candidato precisa se inscrever no formulário on-line pelo Portal de Chamadas do Funbio.
O processo seletivo tem três etapas (consecutivas e eliminatórias): inscrição e enquadramento; análise do projeto; cartas de recomendação e demonstração de interesse e classificação final das melhores propostas.
Desde 2018, o programa já apoiou 216 bolsistas - doutorandos (170) e mestrandos (46) -, dos quais 120 mulheres e 96 homens, de 53 instituições de ensino de todas as regiões do Brasil.
Uma das pesquisadoras contempladas foi Juliana Fonseca, doutoranda da UFRJ. Ela estuda a eficácia das áreas marinhas protegidas e a relação com os peixes recifais, que têm importante papel para manutenção dos recifes e corais, ao mesmo tempo em que são alimento essencial para muitas comunidades. Seu trabalho fazer uma comparação temporal da comunidade de peixes recifais para entender o que houve com essas populações em 10 Unidades de conservação (UCs) marinhas.
— O meu projeto irá indicar como essas áreas marinhas protegidas estão sendo efetivas na proteção dos grupos diferentes de peixes recifais e também ter uma ideia de como os grupos-chave de peixes recifais e possivelmente ameaçados estão, como as garoupas e os budiões. Os budiões, por exemplo, em algumas regiões estão extintos localmente e em outras ainda são extremamente pescados — explica Juliana
Além do apoio, os melhores estudos vão integrar o Fonseca Leadership Program (Programa Fonseca de Liderança, em tradução livre), que apoia a formação de novos líderes e a integração em uma rede internacional, ampliando as conexões, o conhecimento e o alcance dos seus estudos.
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— O programa é global. Apesar de recente, nós já estamos com uma rede de 166 Fonseca fellows, como são chamados os bolsistas, presentes em todos os continentes. Nós estamos começando agora uma iniciativa de realmente fazer essa rede dos bolsistas. Temos uma estratégia também de trazer esses bolsistas, principalmente aqueles que mais se destacam, para participar de discussões de políticas globais, relacionadas às agendas de conservação — afirma a chefe da Divisão de Parcerias do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), Adriana Moreira.
Fonte: O Globo