Polícia apura se Claudio seria alvo de bullying praticado por duas das vítimas
O funcionário terceirizado que matou três colegas de trabalho dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã de sábado (1º), era visto pelos companheiros de serviço como uma pessoa "tranquila" e de poucas palavras. Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, morreu após ser preso, e a Polícia Civil trata o caso como suicídio.
Em entrevista ao g1, um colega de trabalho afirmou que Claudio costumava circular por diferentes setores da empresa e nunca havia demonstrado comportamento agressivo. "Ele passava, dava bom dia, boa tarde. Era mais na dele, aparentemente tranquilo, normal", relatou o funcionário, que preferiu não se identificar.
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Funcionário estava de folga quando invadiu fábrica da Bombril e matou três colegas a facadas
Segundo a investigação, Claudio estava de folga, mas foi até a fábrica por volta das 5h50 e atacou três trabalhadores com golpes de faca. Morreram José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, Edvaldo Santos da Silva, de 44, e Douglas de Souza Vieira, de 39 anos. Douglas teria sido esfaqueado ao tentar impedir o ataque.
Depoimentos prestados à polícia indicam que Claudio seria alvo de bullying praticado por duas das vítimas. A informação foi mencionada por testemunhas e consta no boletim de ocorrência, mas ainda será apurada pela Polícia Civil. O colega ouvido pelo g1 afirmou que já tinha escutado comentários sobre a situação, porém disse nunca ter presenciado qualquer episódio de assédio.
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Em nota, a Bombril informou que Claudio era funcionário de uma empresa terceirizada e afirmou que ele sofreu um surto antes do ataque. A companhia declarou que está colaborando com as investigações, prestando assistência às famílias das vítimas e reiterou que repudia o crime.