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Funcionários da Aadesam foram procurados por supostos integrantes da campanha de Roberto Cidade, diz MPE
Foto: Reprodução

Investigação encontrou mensagens de supostos integrantes da campanha pedindo pix, título de eleitor e região de atuação a funcionários recém-contratados

O Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou indícios de que integrantes da campanha do governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), teriam procurado funcionários recém-contratados pela Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental (Aadesam). Segundo a investigação, há suspeita de que os trabalhadores seriam direcionados para atividades de campanha enquanto receberiam salários pagos com recursos do órgão público.

 

As conversas, registradas por aplicativo de mensagens, mostram homens identificados como Yano Neves e Lucas Freire afirmando fazer parte da equipe de Roberto Cidade. Eles teriam solicitado o PIX dos funcionários e o preenchimento de um cadastro com informações como número do título de eleitor e região de atuação. As contratações começaram em julho, após a demissão de um grupo de trabalhadores, e foram posteriormente suspensas por determinação judicial.

 

De acordo com as investigações, os pagamentos dos novos contratados passaram a ser realizados pela empresa KCC, apontada como ligada a um funcionário da cúpula da Aadesam. O valor informado para os salários seria de R$ 2 mil. A suspeita é de que a estrutura do órgão público teria sido utilizada para beneficiar a campanha eleitoral.

 

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 Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, a Polícia Federal realizou três operações relacionadas ao caso somente neste mês. Na sexta-feira (18), agentes estiveram na KCC e em uma agência de turismo investigada por supostamente obrigar funcionários a trabalhar na campanha. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos. Em outra diligência, a PF informou que o computador utilizado pelo setor de Recursos Humanos da Aadesam havia sido enviado para manutenção no mesmo dia da operação e posteriormente foi localizado na sala de rede da associação. O equipamento foi apreendido e deverá passar por perícia.

 

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O MPE também pediu o afastamento cautelar do presidente da Aadesam, William Alexandre Silva de Abreu, sob alegação de descumprimento de determinações judiciais, entre elas a suspensão de novas contratações, a recontratação de funcionários demitidos e a divulgação das medidas. Até o momento, o TRE-AM não havia se manifestado sobre o pedido. O Governo do Amazonas informou que a Aadesam tem prestado esclarecimentos e atendido às determinações da Justiça, afirmando ainda que não compactua com condutas irregulares na administração pública. 

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