Por causa das prisões, a ONU determinou que trabalho de agências em região do Iêmen, controlado pelos Houthis, seja interrompido
A Organização das Nações Unidas revelou que funcionários da organização foram presos pelos Houthis no Iêmen, e determinou que todas as atividades de órgãos e agências na região sejam interrompidas até que o caso seja resolvido. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (10/2) pelo gabinete do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Em um comunicado, a ONU afirmou que mais de oito funcionários humanitários foram detidos “arbitrariamente” no país, seis deles na província de Sadá.
“Após a recente detenção pelas autoridades de fato dos Houthis de mais oito funcionários das Nações Unidas, incluindo seis trabalhando na província de Sadá, o que impactou nossa capacidade de operar, o Secretário-Geral instruiu as agências, os fundos e os programas das Nações Unidas, na ausência das condições de segurança e garantias necessárias, a suspender todas as operações e os programas na província de Sadá, no Iêmen”, disse o comunicado.
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De acordo com as Nações Unidas, o objetivo da pausa é dar tempo para que a organização e os Houthis, que governam boa parte do Iêmen desde meados de 2014.
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As identidades dos funcionários detidos pelo grupo iemenita, que ganhou notoriedade após iniciar uma série de ataques em apoio ao Hamas desde outubro de 2023, não foram reveladas. As datas das possíveis prisões também não.
Fonte: Metrópoles