Além de interrupções no fornecimento, o furto de energia também pesa no preço da conta de luz do brasileiro. As ligações clandestinas desviaram energia suficiente para abastecer durante um mês toda a Região Sudeste em 2024
O furto de energia elétrica, conhecido como “gato”, continua gerando um impacto bilionário no Brasil e afetando diretamente o bolso da população. Segundo levantamento do setor elétrico, as ligações clandestinas desviam grandes volumes de eletricidade todos os anos e elevam o custo da conta de luz para consumidores regulares.
De acordo com dados da Associação das Distribuidoras de Energia, somente em 2024 foram desviados mais de 22,5 bilhões de kWh no país, volume suficiente para abastecer toda a região Sudeste por cerca de um mês.
O prejuízo financeiro chega a bilhões de reais e é repassado parcialmente à tarifa paga pelos consumidores, já que as distribuidoras precisam compensar as perdas no sistema. Em algumas regiões, como o Amazonas, os índices de furto estão entre os mais altos do país, o que agrava ainda mais o problema.
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Além do impacto econômico, o furto de energia também traz riscos à segurança. As ligações irregulares podem provocar sobrecarga na rede, apagões e até incêndios, afetando comunidades inteiras e dificultando a operação das concessionárias.
O problema também é considerado crime no Brasil, com pena prevista de um a oito anos de detenção, além de multas e cobrança retroativa da energia desviada.

Foto: Reprodução
Especialistas do setor afirmam que o combate aos furtos exige maior fiscalização, modernização das redes elétricas e atuação conjunta com forças de segurança, já que parte das ocorrências acontece em áreas de difícil acesso ou sob influência do crime organizado.
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O tema segue como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro, tanto pelo impacto econômico quanto pelas consequências diretas na qualidade do serviço prestado à população.