Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - “Para combater totalmente o garimpo ilegal no Vale do Rio Madeira é preciso que haja investimentos permanente em pessoal e equipamentos “, dizem dirigentes de associações de trabalhadores rurais da dupla divisa entre os estados de Rondônia e Amazonas. Nas últimas décadas a presença de garimpeiros na região mais que dobrou.
Apesar de não existir um dado único e consolidado sobre o tamanho exato da divisa entre Rondônia e o Amazonas, “o nosso Estado vem sendo invadido pelo território seco e pelos rios pelo agronegócio bovino, madeireiro e mineral”, apontam moradores das comunidades do entorno da localidade de Maici vivem assustados com o avanço do garimpo ilegal.
Por conta da situação, apesar das queimas de colônias inteiras de balsas garimpeiras ao Norte do Estado do Amazonas advindas da Capital Porto Velho (RO), Mato Grosso e do Sul do país, a recomendação feita pelo Ministério Público Federal (MPF-AM) para destruição total das balsas e equipamentos de garimpo num prazo recorde de dez dias, Cooperativas e Associações de garimpeiros continuam em atividades no Vale do Madeira.
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Os garimpeiros envolvidos na extração ilegal de ouro ao Norte e Sul do estado do Amazonas, segundo informações, sempre tiveram envolvidos em atividades ilegais com o apoio de cooperativas com matrículas suspensas ou anuladas por força de decisões da Justiça Federal. As entidades tem sedes em Manaus (AM) e em Porto Velho (RO), mas, “os investimentos viriam do agronegócio do Centro-Oeste e do Sul do País, vez que as cooperativas estariam falidas devido a forte combate da Polícia Federal, IBAMA e a FUNAI nos garimpos locais”.
Com a suposta fragilidade no esquema de destruição de balsas e equipamentos em funcionamento nos garimpos ilegais do Baixo Madeira (Belmont, Ilha Brasileira, distritos São Carlos e Calama) e nos municípios de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte e Autazes), “tem facilitado o retorno das colônias de balsas (do tipo escarifuças e dragas de grande porte).
Nesta parte do binômio garimpeiro, considerado ilegal ao menos 30 anos atrás, nem mesmo as intensas operações da Polícia Federal, dos órgãos ambientais e da Segurança Nacional “tem parecido assustar os garimpeiros, cada local com um perfil diferente de atuação”, aponta o consultor Carlos Roberto de Sena, que diz que “os garimpos amazonas deveriam ser regulamentados para os ribeirinhos amazonenses”.
A Reportagem esteve em setores de controle de defesa e tecnologia que monitoram as repúblicas estaníferas e auríferas, na Capital Porto Velho (RO) e pode receber, extraoficialmente, a informação de que “as turbulências da garimpagem ilegal no Vale do Rio Madeira, com a exploração de ouro amazonense, essa atividade está muito longe de ser extinta”.
- A ameaça do MPF-AM para destruir em dez dias as balsas de garimpos no Rio Madeira ainda não foi cumprida, por alguma razão óbvia, aponta o consultor João Lemes Soares, 50.
Em dados extraoficiais, apesar de estratégicos para os grupos econômicos brasileiros acusados de financiar os garimpos ilegais nos dois lados da dupla fronteira entre os estados de Rondônia e Amazonas, o ouro regional continua sendo contrabandeado para a Bolívia (BO), o Centro-Oeste, São Paulo, Europa, Estados Unidos e Ásia, continuam sendo os destinos.
Apesar do combate das forças de segurança patrulhando por terra, ar e água, os garimpeiros atuam em cadeia na maior parte dos registros das ocorrências nos embates durante as operações de destruição de balsas e equipamentos. Com essa estratégia, “os garimpeiros viriam levando a melhor desde os incêndios dos prédios do ICMBio e do IBAMA, na cidade de Humaitá, em 2014”, segundo analistas.
Recentemente, uma Organização Não-Governamental de caráter internacional disse que confirmou a formação de colônias de balsas e equipamentos garimpeiros ao longo do Vale do Rio Madeira pelo lado amazonense “ainda imunes às operações federais na região”. Em um só campo, apesar da frequência de destruição desses equipamentos, a maioria consegue escapar adentrando rios, lagos e igarapé onde não seriam detectados pelos satélites”.
A área de maior concentração de balsas do garimpo ilegal no lado amazonense foi detectada pela Reportagem, numa taxa maior de equipamentos reconstruídos, aponta que o número de novas balsas continua tendo um forte crescimento, à cada operação realizada.
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Há possibilidade, nos principais focos da garimpagem ilegal, ter um forte crescimento da extração ilegal na divisa dos municípios de Humaitá e Manicoré, dentro dos garimpos conhecidos por Tabuleta, Tambaqui e Barragem, onde há registro de mais de 130 balsas e dragas operando durante as extrações no período da noite.
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