16 de Junho de 2024 - Ano 10
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11/06/2024

Geração Z tem usado os vídeos curtos do TikTok para se preparar para o Enem

Foto: Reprodução

Consumo desses conteúdos, porém, requer parcimônia e não substitui explicações em sala de aula, alertam especialistas

Jovens estudantes garantem que nem só de dancinhas o algoritmo de seus perfis no TikTok está recheado. A nova tendência da geração Z é usar o app para auxiliar nos estudos. Como uma espécie de Google — só que mais divertida, na opinião deles —, a rede social chinesa se tornou uma plataforma para tirar dúvidas rápidas sobre disciplinas variadas e até ter resumos de livros cobrados em vestibular. O consumo desses conteúdos, porém, requer parcimônia e não substitui as explicações em sala de aula, alertam especialistas.

 

A estudante Emily Terra, de 18 anos, conta recorrer ao aplicativo sempre que precisa de macetes para memorizar termos de Física e Biologia. Em vez de abrir o YouTube e ficar 30 minutos acompanhando uma video-aula, ela opta por jogar o assunto na busca do TikTok e, instantaneamente, recebe dezenas de conteúdos de até três minutos com dicas de resolução de exercícios. A jovem garante que a soma da dedicação na escola e das instruções de tiktokers de educação resultou na conquista da tão sonhada vaga no curso de Medicina.

 

— Recorro ao TikTok para ver vídeos animados sobre matérias com as quais tenho dificuldade e quando perco o foco depois de estudar por muito tempo. Uma dica é assistir a conteúdos com muitos comentários e feitos por professores famosos, porque são mais confiáveis — relata: — O TikTok tem vídeos criados para nós, adolescentes, de forma curta, animada, com imagens, paródias e músicas para ajudar a entender a matéria.

 

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O “app vizinho”, como o TikTok foi apelidado, tem tanto potencial de alcance que youtubers como a professora de História Débora Aladim e o professor Jubilut, de Biologia, aderiram à plataforma e, juntos, já têm mais de três milhões de seguidores. Com memes e didática quase imersiva, já alcançaram cerca de 66 milhões de curtidas.

 

Essa forma jovem de buscar informação já é tendência constatada em pesquisas. Em 2022, um estudo interno do Google revelou que 40% dos jovens já usavam o TikTok como ferramenta de busca. Este ano, um levantamento feito pela Adobe mostra um número ainda maior: 64% da geração Z — nascidos entre 1995 e 2010 — já trocaram o Google pelo TikTok na hora de buscar algo, seja a resposta para uma dúvida ou um lugar para almoçar.

 

Vídeos curtos no TikTok viram o novo atalho da geração Z para os estudos

 

Essa taxa vai caindo nas gerações anteriores. Em todas elas, o Google segue no topo do ranking dos mecanismos de busca mais usados.Aluno do cursinho popular Espaço Educacional Quilombo Guarani, na periferia do Jardim Angela, na Zona Sul de São Paulo, Gustavo Honorato da Silva, de 18 anos, usa a plataforma para outra finalidade: pegar resumos de capítulos de livros cobrados em vestibulares como Fuvest, da USP, e Comvest, da Unicamp.

 

Segundo o estudante, que está no 3º ano do ensino médio, essa é a única forma de conseguir dar conta das “leituras” das 17 obras cobradas pelas universidades. A coletânea de poemas “Romanceiro da Inconfidência“, de Cecília Meireles, foi um dos livros devorados em apenas cinco minutos no TikTok.

 

TikTok testa formato de vídeos com duração de 30 minutos.

Fotos: Reprodução

 

— Eu estudo para passar em Medicina, e a demanda é muito grande. Então, o TikTok acaba sendo um meio de eu conseguir explorar o maior número possível de conteúdos. De todos os livros cobrados, eu só consegui ler um. Os outros, vi vídeos de um professor de Literatura no app que me ajudaram muito — conta Gustavo.A dinâmica envolvente da plataforma é o que cativa os jovens, de acordo o diretor do ProRaiz Sistema de Ensino, Flavio Rocha:

 

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— Os vídeos curtos e criativos simplificam conceitos complexos, tornando o aprendizado mais acessível. O modelo visual e interativo da plataforma também facilita a fixação dos conteúdos. Além disso, a possibilidade de troca em comunidades de estudo permite o compartilhamento de dicas e o esclarecimento de dúvidas entre os usuários — aponta Rocha.A metodologia divertida da rede, diz o especialista, permite ainda a ampliação do processo criativo dos alunos.

 

Fonte: O Globo

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