A gestão do prefeito Augusto Ferraz voltou a entrar na mira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas após uma sequência de denúncias e investigações envolvendo saúde pública, contratos administrativos, obras paralisadas e processos licitatórios no município de Iranduba.
Em menos de dois meses, a administração municipal passou a acumular representações admitidas oficialmente pela Corte de Contas, aumentando a pressão política e fiscalizatória sobre a prefeitura.
As denúncias foram apresentadas pelos vereadores Larissa Rufino Gomes, Charles Jurandir e Nedy Santana Vale Júnior, que apontam possíveis irregularidades em áreas consideradas essenciais para a população.
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Um dos casos que mais chamou atenção envolve o Hospital Regional Hilda Freire. Segundo os parlamentares, o serviço de raio-x estaria paralisado há cerca de dois anos, obrigando pacientes a buscar atendimento em Manaus e municípios vizinhos.

A denúncia virou o Processo nº 15013/2026 e foi admitida pelo TCE-AM no último dia 12 de maio. O processo está sob relatoria do conselheiro Mário de Mello.
Os vereadores afirmam que a ausência do equipamento compromete atendimentos de urgência e emergência, podendo representar falha grave na prestação do serviço público de saúde.
Poucos dias depois, o Tribunal admitiu nova denúncia relacionada à paralisação de obras públicas e possíveis irregularidades contratuais na prefeitura.

O Processo nº 15014/2026 questiona contratos ligados à execução de obras em Iranduba e inclui pedido de medida cautelar para suspensão de pagamentos até a conclusão das investigações.
Outro procedimento admitido pelo Tribunal mira diretamente o prefeito Augusto Ferraz e o vice-prefeito Robson Adriel Cardoso Maia.
A denúncia, registrada no Processo nº 14167/2026, questiona um pregão eletrônico para contratação de empresa responsável pela limpeza preventiva e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.
No despacho publicado pelo Tribunal, consta a decisão:
“Admito a presente denúncia.”
Apesar disso, a admissão dos processos não significa condenação, mas indica que o TCE-AM identificou elementos suficientes para abertura formal de investigação.
Antes mesmo das denúncias recentes, a gestão municipal já havia sofrido desgaste junto aos órgãos de controle.
Em decisão publicada em abril deste ano, o TCE-AM multou Augusto Ferraz e a então secretária municipal de Saúde, Luana Ferraz, por irregularidades na contratação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias sem processo seletivo público.
Segundo o Tribunal, foram identificadas admissões temporárias sem comprovação de excepcional interesse público e sem critérios legais adequados.
A Corte determinou que a prefeitura anulasse contratos considerados irregulares e realizasse processo seletivo para regularizar as contratações.
O cenário aumenta a pressão política sobre a gestão municipal, principalmente em áreas sensíveis como saúde, infraestrutura e contratos públicos.
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Até o momento, a Prefeitura de Iranduba não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre o conjunto das denúncias admitidas pelo Tribunal de Contas do Amazonas.